
A rede municipal de ensino de Lages dá um passo expressivo rumo à modernização pedagógica com a chegada da robótica educacional e do ensino maker em 22 escolas. A iniciativa nasce de um convênio firmado entre a Prefeitura e o Serviço Social da Indústria (SESI) e tem como objetivo aproximar os estudantes das tecnologias que já fazem parte do cotidiano produtivo, estimulando o raciocínio lógico, a criatividade e o trabalho em equipe desde os primeiros anos da educação básica.
Pelo desenho do projeto, 11 unidades vão receber as atividades em formato de contraturno, ampliando a oferta pedagógica para alunos que estudam em apenas um período. Outras 11 escolas terão a robótica integrada à grade do tempo integral, estendendo a vivência tecnológica ao longo do dia letivo. A divisão pretende atender perfis distintos de comunidades escolares, sem deixar bairros estratégicos da cidade de fora do programa.
Aulas práticas com kits, sensores e desafios
O conteúdo é estruturado a partir de kits educacionais com peças mecânicas, sensores e plataformas de programação adequadas a cada faixa etária. Em sala, os estudantes assumem o papel de protagonistas: identificam um problema, planejam uma solução, montam o protótipo e testam o funcionamento. A metodologia, conhecida como aprendizagem baseada em projetos, transforma erro e ajuste em parte essencial do processo.
Além dos equipamentos, o convênio prevê a formação continuada dos professores, que recebem capacitação para conduzir as aulas práticas e adaptar os desafios à realidade de cada turma. Essa estrutura é considerada decisiva para que a robótica não fique restrita a oficinas pontuais e se consolide como uma frente permanente do projeto pedagógico das escolas atendidas.
Inclusão digital e preparação para o futuro
A entrada da robótica em unidades de bairros mais distantes do centro reforça o caráter inclusivo da proposta. Para muitos estudantes, será o primeiro contato sistemático com programação, eletrônica básica e ferramentas digitais aplicadas à resolução de problemas reais, em uma estrutura semelhante à de iniciativas adotadas por escolas particulares.
A expectativa da Secretaria de Educação é que as primeiras turmas iniciem as atividades já no calendário letivo deste ano, com cronograma escalonado de implantação. A medida também serve como vitrine para futuras parcerias da rede municipal com instituições ligadas à indústria, em uma cidade que vem buscando ampliar a presença de cursos técnicos e iniciativas de formação tecnológica voltadas a crianças e adolescentes.
Com a chegada de laboratórios maker, robôs montáveis e ambientes de programação às salas de aula, Lages passa a integrar um movimento crescente de municípios catarinenses que entendem a alfabetização tecnológica como parte indispensável da formação dos estudantes do século XXI.
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.


