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Chuvas intensas provocam ocorrências em 37 municípios de SC; sete decretam situação de emergência

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Águas de Chapecó, Canelinha, Guatambu, Joaçaba, Lebon Régis, Luzerna e Vargem Bonita estão entre os municípios afetados; Defesa Civil acompanha a situação e previsão indica melhora gradual do tempo a partir do fim de semanaFoto: Coordenadoria Regional da Defesa Civil de Jaborá

As chuvas intensas e os temporais que atingiram Santa Catarina nesta sexta-feira (11) provocaram ocorrências em 37 municípios catarinenses. Até o momento, Águas de Chapecó, Canelinha, Guatambu, Joaçaba, Lebon Régis, Luzerna e Vargem Bonita decretaram situação de emergência. Os registros incluíram alagamentos, inundações, enxurradas, deslizamentos, queda de granizo e de árvores e danos em residências, veículos, estradas, pontes e estruturas públicas. Os levantamentos seguem em atualização.

Em Três Barras, no Planalto Norte, 35 residências foram afetadas, com 117 pessoas desabrigadas e 43 desalojadas. O município abriu três abrigos para atender a população. Em Irineópolis, as chuvas intensas provocaram a elevação do nível do Rio Iguaçu e enxurrada, três residências foram afetadas.

A situação dos rios também exige atenção no Planalto Norte. Na região de divisa com o Paraná, as chuvas registradas vêm contribuindo para uma nova elevação dos níveis do Rio Negro. A previsão hidrológica indica tendência de elevação gradual ao longo dos próximos dias, com possibilidade de atingimento de cotas de emergência. A elevação do Rio Negro também pode dificultar o escoamento de seus afluentes, favorecendo o aumento dos níveis e a ocorrência de alagamentos e inundações em áreas próximas.

Em outras regiões do estado, os registros incluem: deslizamento com danos em veículos e residência em Marema; alagamento e inundação com danos em cinco residências em Abelardo Luz; interdição temporária da SC-156 em Lajeado Grande; e inundação da área central de Jaborá, com três residências afetadas. Em Ipumirim, a ponte central foi interditada, deixando pontos do município isolados.

Também foram registrados alagamentos, enxurradas, queda de muro, granizo, queda de árvores e danos em estruturas públicas em municípios do Meio-Oeste, Planalto Sul, Vale do Itajaí e Grande Oeste. Em parte das localidades, as equipes ainda estão em campo para avaliar os danos.

Arte: Monitoramento Defesa Civil de Santa Catarina.

A noite de sexta-feira ainda segue com condições para temporais em todas as regiões de Santa Catarina, associados à formação de um ciclone extratropical no oceano, entre o litoral de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. Há possibilidade de raios, vendaval, queda de granizo e chuva intensa, inclusive de maneira localizada, o que mantém a possibilidade de novos alagamentos, enxurradas pontuais, destelhamentos, danos na rede elétrica e queda de galhos e árvores.

Segundo a meteorologista Nicolle Reis, da Defesa Civil de Santa Catarina, a tendência é de redução gradual das instabilidades a partir do fim de semana. “A noite de sexta-feira ainda exige atenção porque as instabilidades estão bastante presentes e podem provocar temporais de forma localizada em Santa Catarina. A previsão é de que esse cenário perca força gradualmente ao longo do fim de semana. Ainda assim, não significa que teremos tempo firme em todo o estado: o Norte pode ter chuva, e a circulação marítima deve manter maior nebulosidade e possibilidade de chuva ocasional no litoral nos próximos dias. Por isso, a recomendação é continuar acompanhando as informações oficiais, principalmente nas áreas que registraram chuva intensa”.

Previsão indica melhora gradual no fim de semana

No sábado (12), as instabilidades devem reduzir, embora no Norte catarinense há chance de chuva. As demais regiões podem ter períodos de nebulosidade intercalados com aberturas de sol. Para o domingo (13), os modelos indicam condições mais estáveis na maior parte do estado, mas a circulação marítima pode favorecer chuva fraca ou ocasional no Norte. A semana inicia com a possibilidade de períodos nublados e chuva ocasional no litoral, enquanto nas demais regiões a previsão aponta alternância entre nebulosidade e aberturas de sol.

Orientações

Mesmo com a tendência de melhora do tempo, a Defesa Civil de Santa Catarina reforça que a população deve continuar atenta, principalmente nas áreas que já registraram chuva intensa e próximas a rios que apresentam elevação.

Durante temporais e ventos fortes, a orientação é buscar abrigo em local seguro, longe de janelas e de objetos que possam ser arremessados pelo vento. Também é importante evitar a proximidade de árvores, placas, postes e outras estruturas que possam cair.

Em situações de chuva intensa e alagamentos, nunca atravesse ruas alagadas, pontes ou pontilhões submersos, seja a pé ou de veículo. A força da água pode arrastar pessoas e veículos e esconder obstáculos.

Nas áreas de encosta, a população deve observar sinais como trincas no solo, muros e paredes, inclinação de postes e árvores ou água vertendo da encosta. Ao identificar qualquer alteração, a orientação é deixar o local e procurar um lugar seguro.

Saiba como receber alerta da Defesa Civil de Santa Catarina:
Canal oficial no WhatsApp:
 https://whatsapp.com/channel/0029VagXA5V3GJP04QTwmx0j
SMS: envie o CEP para 40199
WhatsApp: envie o CEP para (61) 2034-4611
Site: acesse www.defesacivil.sc.gov.br
Defesa Civil Alerta: sistema de alerta crítico por Cell Broadcast, envia mensagens diretamente aos celulares que estão em uma área de risco. Diferentemente do SMS, não é necessário fazer cadastro para receber esse tipo de alerta.
Emergências: ligue para 193 (Corpo de Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil).

Informações adicionais para a imprensa:
Texto: Alessandra Carvalho
Assessoria de Comunicação – Ascom
Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina – SDC/SC
E-mail: ascom@defesacivil.sc.gov.br



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Sobe para 95% a chance de El Niño muito forte entre a primavera e o verão

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Atualização de órgão meteorológico norte-americano mantém a Defesa Civil de Santa Catarina atenta aos possíveis impactos do fenômeno no estadoFoto: Ricardo Trida/SecomGOVSC

A chance de o El Niño atingir intensidade muito forte entre setembro e dezembro subiu para 95%, segundo nova atualização divulgada nesta quinta-feira, 10, pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos. Diante deste cenário, a Defesa Civil estadual redobra o monitoramento e se antecipa aos possíveis efeitos da intensificação do fenômeno sobre Santa Catarina. 

Na região Sul do Brasil, o El Niño é conhecido por aumentar a frequência de chuvas e vinha ganhando força desde o inverno deste ano. De acordo com a NOAA, a temperatura da região do Niño 3.4, área do Oceano Pacífico usada como referência para o monitoramento do fenômeno, ficou em 1,8 °C na média de agosto, valor que já caracteriza um El Niño forte. A agência afirma, ainda, que há 75% de chance de um El Niño histórico, com a maior intensidade registrada desde 1950.

A intensidade do fenômeno, no entanto, não é definida pela temperatura observada em um único dia ou em uma única semana. “São utilizados índices que consideram a média das anomalias de temperatura do mar ao longo do mês, combinada à avaliação da persistência desse aquecimento”, explica o meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina, Caio Guerra. Além dos dados do oceano, a NOAA também avalia a resposta da atmosfera, já que o El Niño se caracteriza quando o aquecimento do Pacífico vem acompanhado de mudanças consistentes nos ventos, na convecção e na distribuição das chuvas.

A classificação segue uma escala de anomalias de temperatura. Um El Niño fraco registra entre 0,5 °C e 0,9 °C, e um moderado, entre 1,0 °C e 1,4 °C. A partir de 1,5 °C, o fenômeno passa a ser considerado forte, e acima de 2,0 °C, muito forte. No boletim semanal publicado na segunda-feira, 7 de setembro, pela NOAA, a anomalia se mantém em 1,8 °C.

El Niño impacta o clima catarinense, mas não é sinônimo de desastre

O inverno costuma ser uma estação seca em Santa Catarina, mas neste ano o cenário foi diferente. Sob influência do El Niño, agosto terminou com volumes de chuva acima do esperado para o período, superando a média histórica entre 160 mm e 200 mm na Grande Florianópolis.

Nos meses de primavera e verão, a expectativa é de atenção redobrada às chuvas e aos temporais, já que esse período é naturalmente mais chuvoso no estado. A intensificação do El Niño tende a aumentar ainda mais a frequência das chuvas e, consequentemente, os volumes totais, o que eleva o risco de inundações, deslizamentos e vendavais.

Apesar do alerta, a intensificação do fenômeno não é sinônimo de desastre. O gerente de monitoramento e alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico de Moraes Rudorff, lembra que as enchentes que atingiram o Vale do Itajaí em 2023 e o Rio Grande do Sul em 2024 ocorreram sob influência de um El Niño moderado e foram mais intensas do que os eventos registrados em 2015, ano em que o fenômeno alcançou uma das maiores intensidades já observadas. Já desastres como os de 2008, as enchentes do Alto Vale do Itajaí em 2011 e o ciclone-bomba de 2020 aconteceram justamente sob influência do fenômeno oposto, a La Niña. 

“Um El Niño muito forte tende, de fato, a aumentar a frequência das chuvas, mas a ocorrência de grandes eventos depende da combinação com outros fatores climáticos”, explica Rudorff.

:: Confira aqui a entrevista commpleta com o gerente de monitoramento da Defesa Civil sobre o El Niño e consequências para Santa Catarina

Como se manter informado

A Defesa Civil de Santa Catarina orienta a população a acompanhar diariamente as previsões meteorológicas, os boletins e os avisos oficiais, principalmente em períodos de chuva intensa, temporais, ventos fortes ou granizo. Saiba como se preparar para eventos extremos.

Os alertas da Defesa Civil podem ser recebidos por SMS, com o envio do CEP para o número 40199, ou pelo WhatsApp, enviando o CEP para (61) 2034-4611. Também está em operação o Defesa Civil Alerta, sistema de alerta crítico por Cell Broadcast que envia mensagens diretamente aos celulares localizados em áreas de risco, sem necessidade de cadastro prévio. Em situações de emergência, o atendimento é feito pelo telefone 199.

Informações adicionais para a imprensa:
Ascom SDC/SC – Assessoria de Comunicação
Texto: Clara Spessatto
Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina
E-mail: ascom@defesacivil.sc.gov.br



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Semana será marcada por mudança no tempo e aumento do risco de temporais em Santa Catarina

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Instabilidades começam nesta quarta-feira e ganham força até sexta, com possibilidade de chuva intensa, vendaval, granizo e tempestades severas localizadas – Foto: Thiago Kaue / SecomGOVSC

Santa Catarina terá uma mudança significativa nas condições do tempo ao longo desta semana. Depois de uma terça-feira, 8, de tempo firme e frio nas primeiras horas do dia, as instabilidades retornam ao estado nesta quarta, 9, e ganham força até sexta-feira, 11. A previsão indica chuva pontualmente intensa, raios, rajadas de vento e queda de granizo em diferentes regiões, com possibilidade de tempestades severas de forma localizada na sexta-feira.

A mudança começa já na manhã de quarta-feira, com a formação de uma área de baixa pressão no interior do continente, próximo ao Paraguai. Os temporais tendem a começar nas áreas de divisa com o Paraná e avançar para as demais regiões ao longo do dia, acompanhados de chuva pontualmente intensa em curtos períodos.

Arte: Monitoramento Defesa Civil de Santa Catarina

Na quinta-feira, 10, as instabilidades ganham força e o tempo permanece instável desde a madrugada, com novos temporais e chuva pontualmente intensa. Também aumentam as condições para vendaval e queda de granizo.

Na sexta-feira, 11, as instabilidades se intensificam ainda mais com a formação de um ciclone extratropical próximo à costa do Rio Grande do Sul. Há condições para temporais com vendaval e queda de granizo em grande parte de Santa Catarina, além da formação de tempestades severas de maneira localizada.

“Teremos uma mudança nas condições do tempo a partir desta quarta-feira, com instabilidades que avançam pelo estado e ganham força ao longo da semana. Na quinta e na sexta-feira, aumentam as condições para temporais, principalmente com chuva pontualmente intensa, rajadas de vento e granizo. A recomendação é acompanhar as atualizações da previsão e dos avisos meteorológicos”, explica Nicolle Reis, meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina.

Uma semana de temperaturas em elevação

A mudança no tempo também será acompanhada pela elevação gradual das temperaturas. Nesta terça-feira, o frio ainda apareceu no início do dia, mas as temperaturas sobem em relação aos últimos dias.

As mínimas ficam entre 3 °C e 12 °C no Grande-Oeste e nos Planaltos e entre 10 °C e 15 °C no Litoral e Vale do Itajaí. Durante a tarde, as máximas variam entre 20 °C e 26 °C no Grande-Oeste, Litoral e Vale do Itajaí, e entre 15 °C e 20 °C nos Planaltos.

O frio intenso ainda representa risco baixo a moderado para desconforto térmico, hipotermia e agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares.

Na quarta-feira, as temperaturas mínimas ficam entre 8 °C e 14 °C entre o Extremo-Oeste e os Planaltos e entre 14 °C e 17 °C no Litoral e Vale do Itajaí. As máximas variam entre 17 °C e 25 °C.

Na quinta, as temperaturas sobem ainda mais, com mínimas entre 15 °C e 17 °C no Grande-Oeste e Litoral e de 11 °C nos Planaltos. As máximas variam entre 24 °C e 26 °C no Grande-Oeste, Vale do Itajaí e Litoral, e chegam a 20 °C nos Planaltos.

Na sexta-feira, a instabilidade permanece predominante em Santa Catarina, com condições para chuva intensa e temporais em todas as regiões.

No sábado, 12, o tempo começa a se estabilizar gradativamente, mas ainda há possibilidade de chuva na metade leste do Estado e na divisa com o Paraná.

O que muda na rotina da população

A previsão exige atenção porque os principais riscos também mudam ao longo da semana. Se o frio intenso marcou o início dos dias, a partir de quarta-feira a população deve estar atenta principalmente à chuva forte, aos raios, ao vento e ao granizo.

Chuva intensa em curtos períodos pode provocar alagamentos, especialmente em áreas urbanas. Rajadas de vento podem derrubar galhos e árvores, destelhar imóveis e causar danos à rede elétrica. O granizo também pode provocar prejuízos em telhados, veículos e plantações.

A recomendação é acompanhar a previsão e os avisos meteorológicos antes de sair de casa e, diante de um temporal, buscar abrigo em local seguro.

Durante as ocorrências:

  • não permaneça próximo a árvores, postes, placas e estruturas que possam cair;
  • não atravesse ruas alagadas ou locais com correnteza;
  • caso esteja dirigindo, evite áreas alagadas e procure um local seguro para estacionar;
  • durante os raios, permaneça em local protegido e evite áreas abertas;
  • em caso de granizo, proteja-se dentro de uma edificação e fique longe das janelas;
  • retire ou reforce objetos que possam ser carregados pelo vento em áreas externas;
  • em caso de queda de energia, mantenha distância de fios e estruturas que possam estar energizados.

Serviço

A população pode acompanhar as atualizações meteorológicas e os avisos emitidos pela Defesa Civil de Santa Catarina nos canais oficiais.

  • SMS: envie o CEP para 40199;
  • WhatsApp: envie o CEP para (61) 2034-4611;
  • Defesa Civil Alerta: sistema de alerta crítico por Cell Broadcast, envia mensagens diretamente aos celulares que estão em uma área de risco. Diferentemente do SMS, não é necessário fazer cadastro para receber esse tipo de alerta; 
  • A Defesa Civil também disponibiliza notícias, orientações, informações meteorológicas e ações por meio do canal oficial no WhatsApp “DEFESA CIVIL SANTA CATARINA”. Clique aqui e acesse o canal oficial;
  • Emergências: telefone 199.



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Chuva intensa com granizo causa danos em 23 municípios de Santa Catarina e cinco decretam situação de emergência

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Defesa Civil acompanha o cenário com mais de mil residências afetadas e já iniciou a entrega de itens de assistência humanitária aos municípios atingidos – Foto: Granizo em Joaçaba Divulgação / SDC

Chuvas fortes acompanhadas de queda de granizo atingiram Santa Catarina entre a noite de sexta-feira, 28, e a madrugada de domingo, 30, causando danos em ao menos 23 municípios de diferentes regiões do estado. Bom Jesus, Quilombo, Ipuaçu, Biguaçu e Florianópolis decretaram situação de emergência em razão da extensão dos prejuízos, que somam mais de mil residências afetadas, segundo levantamento da Defesa Civil de Santa Catarina.

A Defesa Civil estadual acompanha a situação nos municípios atingidos e já iniciou a entrega de itens de assistência humanitária (IAH), como telhas, peças de cumeeira, colchões e kits de acomodação, para famílias que tiveram suas casas danificadas pelo temporal.

Na capital do estado, a queda de granizo associada à chuva forte causou danos em veículos e nos telhados de aproximadamente 600 residências. A Defesa Civil já entregou 86 rolos de lona ao município para atender a população afetada, e o levantamento de danos continua em andamento. 

Em Biguaçu, na Grande Florianópolis, a chuva com granizo também deixou danos em veículos e atingiu cerca de 250 residências. O município já recebeu 58 rolos de lona da Defesa Civil, e a entrega das telhas solicitadas está em andamento.

No Grande Oeste do estado, três municípios registraram chuva intensa com queda de granizo e decretaram situação de emergência. Em Quilombo, o levantamento preliminar aponta 32 residências afetadas, e a Defesa Civil já entregou ao município 14 colchões de casal e 14 kits de acomodação. Bom Jesus contabilizou 81 residências atingidas, e Ipuaçu registrou 210. A Defesa Civil já está providenciando o envio de telhas para os dois municípios.

Entrega de itens de assistência humanitária em Quilombo – Imagem: Coordenadoria Regional de Defesa Civil de São Lourenço do Oeste

Outras ocorrências no estado

Além dos municípios em situação de emergência, outras regiões de Santa Catarina também enfrentaram ocorrências ligadas ao temporal. Na região de Xanxerê, Entre Rios registrou 80 residências afetadas pela queda de granizo, Ouro Verde contabilizou 23 residências atingidas, Passos Maia teve danos em uma residência e em uma estrebaria, e Abelardo Luz sofreu destelhamentos e avarias em estrutura rural.

Na Serra catarinense, Bocaina do Sul relatou ruas alagadas após o período de chuva intensa, enquanto Bom Retiro e Lages tiveram queda de granizo sem danos reportados. No Sul do estado, Meleiro segue em levantamento de danos e Jacinto Machado contabilizou três residências atingidas. Em Irani, no Meio-Oeste, a Defesa Civil também apura os prejuízos causados pelo granizo.

Em Zortéa, na região de Campos Novos, um vendaval derrubou árvores e danificou uma residência. Em Anchieta, no Extremo-Oeste, o vento forte destelhou galpões e residências e obstruiu vias rurais com quedas de árvores. Na Grande Florianópolis, Palhoça registrou a queda de um muro de contenção em via pública. Nenhuma das ocorrências deixou vítimas. Na região de Joaçaba, os municípios de Joaçaba, Ouro, Luzerna e Lacerdópolis registraram queda de granizo e seguem levantando os danos, enquanto em Porto Belo, no Litoral Norte, chuva intensa com ventos fortes provocou alagamentos pontuais em vias públicas.

A Defesa Civil de Santa Catarina permanece em monitoramento e em contato permanente com as coordenadorias municipais para atualização das ocorrências e adoção das medidas necessárias de resposta.

CBMSC auxiliam retiradas de árvores que caíram com o vendaval em Anchieta

Aviso de temporais segue até terça-feira

A Defesa Civil de Santa Catarina emitiu, desde a última quarta-feira, 26, aviso de temporais com rajadas de vento e queda de granizo entre a sexta-feira, 28, e o sábado, 29. O alerta segue válido até a madrugada de terça-feira, 1º, quando a chuva deve perder força.

Neste domingo, 30, o estado ainda enfrenta condições para tempestades severas, com granizo e rajadas de vento, quadro que deve se manter até a tarde de segunda-feira, 31. A chuva intensa também continua, com acumulados previstos entre 100 mm e 150 mm no Vale do Itajaí e no Extremo Oeste, entre 150 mm e 200 mm no Oeste, Meio-Oeste, Planalto Sul, Litoral Sul e Grande Florianópolis, e entre 50 mm e 90 mm nas regiões entre o Planalto Norte e o Litoral Norte. Nessas áreas, o risco é maior para alagamentos, enxurradas e deslizamentos.

Diante do elevado volume de chuva registrado na região e da elevação do nível dos rios nos municípios monitorados, a Defesa Civil realizou, na manhã deste domingo, 30, o fechamento total das comportas das barragens de contenção de cheias Sul, em Ituporanga, e Oeste, em Taió. A situação segue sendo acompanhada pela Defesa Civil, com avisos constantes nos canais oficiais.

Defesa Civil recomenda

Durante os temporais, a orientação é procurar um local seguro e permanecer longe de árvores, placas, postes e estruturas que possam ser atingidas ou derrubadas pelo vento. Em caso de granizo, a recomendação é permanecer em local protegido e evitar áreas externas.

Em situações de chuva intensa, não atravesse ruas alagadas, seja a pé ou de veículo. A força da água pode arrastar pessoas e automóveis, além de esconder buracos e outros obstáculos.

Também é importante retirar objetos que possam ser levados pelo vento de áreas externas, manter calhas e sistemas de drenagem limpos e, em caso de falta de energia, não se aproximar de fios ou cabos que tenham caído.

A Defesa Civil de Santa Catarina também orienta o acompanhamento diário dos boletins e avisos meteorológicos pelos canais oficiais da instituição. Além do site e das redes sociais, o órgão envia avisos por SMS, pelo canal oficial no WhatsApp e pelo sistema Defesa Civil Alerta (Cell Broadcast). Para recebê-los, basta enviar o CEP para o número 40199 por SMS ou para o número (61) 2034-4611 pelo WhatsApp. Clique aqui e acesse o canal oficial.

Informações adicionais para a imprensa:
Ascom SDC/SC – Assessoria de Comunicação
Nome: Clara Spessatto
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Sete municípios de SC decretam situação de emergência em função dos temporais e Defesa Civil entrega itens de assistência humanitária a cidades atingidas por granizo

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Instabilidades afetaram ao menos 43 municípios catarinenses e levaram sete a decretar situação de emergência Foto: Leo Munhoz / SecomGOVSC

A Defesa Civil de Santa Catarina mobilizou e disponibilizou cerca de 43,8 mil Itens de Assistência Humanitária (IAH) para auxiliar famílias atingidas pelo temporal com granizo que atingiu o estado neste fim de semana. Ao menos 43 municípios registraram algum tipo de ocorrência, e sete decretaram situação de emergência: Quilombo, Bom Jesus, Ipuaçu, Florianópolis, Biguaçu, Entre Rios e São José do Cedro.

Na Grande Florianópolis, a Capital registrou queda de granizo e chuva intensa primeiro no Norte da Ilha e, na noite de domingo, 30, também na região Central da cidade, com danos estimados em 2,4 mil residências. O município já recebeu cerca de 179 rolos de lona e está sendo atendido com 16 mil telhas e cumeeiras. Já em Biguaçu, onde os danos chegam a 900 residências, a Defesa Civil está entregando 9 mil telhas e cumeeiras, além de 117 rolos de lona.

O coronel Fabiano de Souza, secretário da Defesa Civil, acompanhou a entrega em Biguaçu no domingo e em Florianópolis nesta segunda-feira, 31. “Desde a primeira notificação dos danos, mobilizamos as equipes para garantir que os itens de assistência humanitária chegassem às famílias afetadas o mais rápido possível. Estamos com equipes em campo em todos os municípios que decretaram situação de emergência, e seguimos monitorando de perto a evolução do tempo para agir com agilidade onde for necessário”, afirma.

No Oeste do estado, Bom Jesus contabiliza 81 residências atingidas e já recebeu 1.839 itens de assistência humanitária, com um pedido complementar ainda em processo de entrega. Ipuaçu chegou a 210 residências afetadas e recebeu 3.950 itens. Em Quilombo, com 32 residências atingidas, a Defesa Civil entregou 28 itens às famílias.

Entre Rios e São José do Cedro também solicitaram itens de assistência humanitária. No município de Entre Rios, com 80 residências afetadas, foram solicitadas 5.040 telhas e cumeeiras. Já em São José do Cedro, no Extremo-Oeste, onde a queda de granizo danificou aproximadamente 200 residências, foram 6.850 itens solicitados.

A Secretaria de Estado da Educação informou que as aulas foram suspensas em Angelina, Biguaçu, Armazém, Major Gercino, Campos Novos, São José do Cedro, Paulo Lopes, Garopaba, Imaruí, Imbituba, Luiz Alves e na região do Norte da Ilha, em Florianópolis

Entrega de lonas em Biguaçu – Foto: Leo Munhoz / SecomGOVSC

Granizo atinge municípios catarinenses e provoca danos em residências

Conforme antecipado pela Defesa Civil por meio dos avisos meteorológicos emitidos desde quarta-feira, 26, o fim de semana foi marcado por tempestades severas em várias regiões de Santa Catarina. Os temporais começaram entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, 30, e se tornaram ainda mais intensos e abrangentes entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, 31. Por dois dias consecutivos, as tempestades provocaram queda de granizo de grande tamanho, com pedras de diâmetro superior a 2 centímetros.

A região do Oeste foi a mais atingida. Em Campo Erê, ventos fortes e granizo danificaram 35 residências e três galpões. O município de Princesa teve ao menos 58 residências atingidas e, em Peritiba, no Meio-Oeste, foram 10 residências danificadas. Cidades como Ouro Verde, Bom Retiro, Vargem, Jacinto Machado e Concórdia também registraram entre uma e 23 residências danificadas por granizo ou vendaval, sem vítimas.

Em Lages, na Serra catarinense, o granizo atingiu 30 residências. Cunha Porã registrou vendaval com ventos de cerca de 80 km/h e danos em oito residências. Em Zortéa, um vendaval derrubou árvores sobre uma residência, e em Anchieta o vento destelhou galpões e obstruiu vias rurais com quedas de árvores. Outros municípios tiveram queda de granizo ou chuva forte de menor intensidade, com poucos ou nenhum dano reportado.

A Defesa Civil de Santa Catarina permanece em monitoramento e em contato permanente com as coordenadorias municipais para atualização das ocorrências e adoção das medidas necessárias de resposta.

Defesa Civil avalia tornado em Campo Erê

A Defesa Civil de Santa Catarina também analisa a possível ocorrência de um tornado em Campo Erê, na noite de domingo, 30. Avisos meteorológicos foram emitidos para a região, e o radar de Chapecó identificou uma tempestade com sinal de rotação em seu interior. Esses indicativos, somados a registros em fotos e vídeos de um grupo de meteorologistas, apontam para a possibilidade de um tornado no município.

Para confirmação, a Defesa Civil do Estado irá realizar a avaliação do local, verificando se há padrões de danos compatíveis com o fenômeno. Novas informações devem ser divulgadas após a conclusão da avaliação técnica.

Chuva persiste até a madrugada de terça-feira

A Defesa Civil de Santa Catarina monitora, na manhã desta segunda-feira, 31, o temporal que ainda atua em grande parte do estado, com potencial para ventos intensos e queda de granizo. Ao longo do dia, porém, a tendência é de enfraquecimento gradual das tempestades, mesmo com a chuva se mantendo abrangente.

A previsão da Defesa Civil estadual é de que o volume mais intenso se mantenha até a madrugada de terça-feira, 1º de setembro, quando a frente fria avança e abre espaço, aos poucos, para uma massa de ar mais seco e com temperaturas amenas, trazendo tempo firme ao longo da semana.



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Semana começa com vento forte e frio e nova mudança no tempo ocorre a partir de sexta-feira

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Frente fria se afasta nesta terça-feira, mas atuação de ciclone extratropical mantém atenção para rajadas de vento e mar agitado no litoral; tempo fica firme entre quarta e quinta – Foto: Maurício Vieira/Arquivo/SecomGOVSC

A semana começa com a passagem de uma frente fria e a influência de um ciclone extratropical próximo à costa, que favorecem a intensificação dos ventos nesta terça-feira, 1º de setembro, e ainda na quarta-feira, 2. As rajadas podem variar entre 50 e 70 km/h entre o Meio-Oeste e o Litoral, com possibilidade de valores pontualmente maiores nas áreas costeiras e serranas. O cenário exige atenção principalmente no Litoral, onde o mar também fica agitado entre o Litoral Sul e Florianópolis.

“A terça-feira ainda terá chuva em várias regiões, mas essa condição vai perdendo força ao longo do dia. Destaque para terça e quarta-feira, com  o vento sul, que ganha força principalmente no litoral de Santa Catarina, com rajadas que podem passar dos 70 km/h”, explica a meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina, Nicolle Reis.

A combinação de vento forte e chuva também muda a rotina. A recomendação é evitar trabalhos em telhados, fachadas ou estruturas externas durante os períodos de vento mais intenso. Objetos soltos em áreas externas também podem ser deslocados ou arremessados pelas rajadas.

“É importante evitar fazer reparos durante os momentos de vento mais intenso, porque podemos ter acidentes, com queda de estruturas ou objetos sendo arremessados”, reforça Nicolle Reis, meteorologista. 

Frio marca as manhãs de quarta e quinta-feira

Depois da passagem da frente fria, uma massa de ar frio atua sobre o estado e deixa o tempo firme na quarta-feira. A exceção fica para o Litoral Norte, onde pode ocorrer chuva fraca e isolada por influência da circulação marítima.

A quarta-feira começa fria, com temperaturas próximas de 0 °C na Serra, entre 5 °C e 10 °C no Grande Oeste e de 8 °C a 14 °C no Litoral. Durante a tarde, as máximas ficam entre 13 °C e 19 °C na Serra, 16 °C e 20 °C no Litoral Sul e de 17 °C a 23 °C nas demais regiões.

Na quinta-feira, 3, o tempo permanece estável, com predomínio de sol. A madrugada pode ter formação de neblina e nevoeiro em várias regiões, principalmente entre o Meio-Oeste e o Litoral, com dissipação ao longo da manhã.

As temperaturas sobem durante a tarde, especialmente no Extremo-Oeste, Oeste e Litoral Sul, onde podem chegar a 26 °C a 29 °C. Na Serra, as máximas ficam entre 17 °C e 23 °C e, nas demais regiões, entre 20 °C e 25 °C.

“Na quinta-feira já começamos a ter um pouco mais de calor e o tempo fica firme, com retorno do sol. Para quem precisa fazer algum reparo externo, é um período mais adequado”, orienta a meteorologista.

Instabilidade retorna no fim da semana

A trégua com tempo firme, no entanto, deve ser curta. Entre sexta-feira, 4, e sábado, 5, uma nova frente fria avança e favorece o retorno das instabilidades.

A previsão indica pancadas de chuva e temporais isolados em várias regiões, especialmente nas áreas próximas à divisa com o Paraná. As condições devem ser acompanhadas pela população ao longo dos próximos dias, já que a previsão pode sofrer atualizações.

Defesa Civil orienta

A população deve acompanhar os avisos e alertas emitidos pela Defesa Civil de Santa Catarina e evitar áreas de risco durante condições meteorológicas adversas.

Em caso de vento forte, a orientação é permanecer em local seguro, longe de árvores, placas, postes e estruturas que possam cair. Também é importante retirar ou reforçar objetos que estejam soltos em áreas externas.

No litoral, durante os períodos de mar agitado, a recomendação é evitar a navegação e permanecer afastado de áreas sujeitas à ação das ondas.

Os avisos meteorológicos e as atualizações da previsão podem ser acompanhados pelos canais oficiais da Defesa Civil de Santa Catarina.

Informações adicionais para a imprensa:
Ascom SDC/SC – Assessoria de Comunicação
Jornalista Alessandra Carvalho
Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina
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El Niño caminha para a intensidade máxima e Defesa Civil de Santa Catarina reforça monitoramento

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O oceano Pacífico soma agora 1,8 °C de anomalia térmica e caminha para confirmar, segundo a agência norte-americana NOAA, um El Niño muito forte. A intensidade não é sinônimo de mais eventos extremos, mas exige atenção. Por isso, a Defesa Civil de Santa Catarina mantém o acompanhamento contínuo da evolução do fenômeno e os possíveis impactos no estado.

O monitoramento do fenômeno é feito em quatro regiões do Pacífico Equatorial, chamadas de Niño 1+2, Niño 3, Niño 3.4 e Niño 4. É na área 3.4 que os cientistas concentram a observação para classificar a intensidade. Considera-se a formação do El Niño quando a temperatura da superfície do mar nessa região fica pelo menos 0,5°C acima da média climatológica por vários meses seguidos.

A partir daí, a intensidade do fenômeno segue uma escala, que deve se manter por pelo menos três meses consecutivos. Um El Niño fraco registra entre 0,5°C e 0,9°C de anomalia, e um moderado, entre 1,0°C e 1,4°C. Entre 1,5°C e 1,9°C, passa a ser considerado forte e, acima de 2,0°C, é classificado como muito forte.

Gerente de monitoramento e alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico de Moraes Rudorff explica que a intensidade do fenômeno não resulta automaticamente em um desastre. “As enchentes que atingiram o Vale do Itajaí em 2023 e o Rio Grande do Sul em 2024 ocorreram sob influência de um El Niño moderado, e foram mais intensas do que as registradas em 2015, quando o fenômeno atingiu uma das maiores intensidades já registradas”, destaca. Rudorff também lembra que eventos severos podem ocorrer sob influência do fenômeno oposto, La Niña, como os desastres de 2008, as enchentes do Alto Vale do Itajaí em 2011 e o ciclone-bomba de 2020.

Comparar a intensidade de eventos de anos diferentes, porém, não é tão simples. Com o aumento geral das temperaturas do oceano, a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) passou a adotar um índice relativo, chamado Relative Oceanic Niño Index ou Índice Relativo de Niño Oceânico (Roni). Ele calcula a média de temperatura dos oceanos nos trópicos e aplica um desconto proporcional antes de classificar cada evento.

Historicamente, o El Niño costuma intensificar as chuvas em Santa Catarina nas estações de transição. Por isso, a Defesa Civil estadual aponta a primavera de 2026 e o outono de 2027 como as duas janelas mais críticas de monitoramento. O gerente de monitoramento e alerta da instituição acompanha de perto a evolução do fenômeno. Em entrevista, ele detalha os impactos esperados e os cuidados que a população deve adotar. 

Confira a seguir:

O que caracteriza na prática um El Niño forte e o que muda em relação a um El Niño fraco ou moderado?

O El Niño forte é caracterizado a partir de 1,5 até 1,9 °C de anomalia de temperatura. Acima de 2,0, ele já se caracteriza como um El Niño muito forte. Atualmente, estamos monitorando toda a evolução deste ano e registrando temperaturas em torno de 1,8 °C, entrando na categoria de El Niño forte. É muito provável que nas próximas semanas ou no próximo mês ele já entre na categoria de um El Niño muito forte, que é considerado um “Super El Niño”, como vem sendo bastante divulgado na mídia.

Isso significa que há mais possibilidade de eventos adversos?

A intensidade do El Niño não resulta automaticamente em um grande evento excepcional, como o que tivemos em 1983 ou 2023. Em outros anos, como 1997 e 1998, havia expectativa de um Super El Niño com grandes enchentes em Santa Catarina. Naquele verão, inclusive, as pessoas deixaram de vir para o estado, mas a previsão acabou não se concretizando e tivemos sol e chuvas dentro da média. Em 2015 e 2016, tivemos inundações com o rio chegando acima de 10 metros em Rio do Sul, mas não foram tão intensas quanto as de 2023, um ano em que o El Niño era apenas moderado e causou uma das maiores enchentes da cidade, com mais de 13 metros.  Então, não necessariamente, um El Niño muito forte vai ter a mesma intensidade de desastres como um El Niño moderado ou até como um ano de La Niña”.

Já tivemos grandes eventos severos também sob influência do La Niña, como os desastres de 2008, as enchentes no Alto Vale em 2011 e o ciclone-bomba em 2020. Um El Niño muito forte tende sim a aumentar a frequência de chuvas, mas a ocorrência de grandes eventos depende da combinação com outros fatores climáticos, como a oscilação de Madden-Julian (padrão climático que se desloca pelos trópicos a cada 30 a 60 dias, alternando fases úmidas e secas).

Por isso, precisamos fazer esse monitoramento, não só do El Niño, mas também de outras condições. Nós fazemos esse monitoramento 24 horas aqui em Santa Catarina, mas não existe essa garantia que teremos um evento excepcional aqui no nosso estado. Entretanto, estamos fazendo várias ações de preparação para que possamos enfrentar da melhor forma possível se algo evoluir nesse sentido.

Quais são as principais diferenças entre El Niños passados e o deste ano?

Tanto em 2015 quanto em 2023 e 2024, estávamos com a temperatura geral dos oceanos menos aquecida do que temos agora. Entretanto, o que contribuiu para os grandes eventos de 2023/24 não foi apenas a temperatura global, mas a sinergia de vários fatores atuando juntos, como a fase de atuação da oscilação Madden-Julian, a interação com o jato subtropical e o fluxo de umidade que foi fortemente canalizado para Santa Catarina. Então, a gente precisa monitorar esses outros indicadores para saber se há uma perspectiva de um evento similar ao que aconteceu ali, mas não é uma garantia que isso vai acontecer.

Hoje, com os oceanos cada vez mais aquecidos é possível dizer que os próximos El Niños serão mais fortes e isso se aplica a 2026?

Quando o nível base de temperatura dos oceanos está mais aquecido, nós tendemos a ter mais umidade disponível, e essa umidade atua como um verdadeiro combustível para tempestades e chuvas intensas. Então, sim. Projetamos que com a maior disponibilização de umidade em todos os oceanos, especialmente no oceano Atlântico, que está mais perto de Santa Catarina, mais intensos os fenômenos tendem a ser.

Inclusive, para a intensidade do El Niño, a NOAA tem adotado agora o índice relativo. Como os oceanos estão mais aquecidos de forma geral, para fazer uma comparação justa entre um El Niño atual e um que ocorreu em 1997, por exemplo, eles calculam a média de temperatura global dos oceanos em torno dos trópicos e aplicam um desconto para nivelar a medição.

Esse fim de inverno já vem mais ameno. Dá para atribuir isso ao El Niño e o que a população deve esperar em relação às temperaturas nos próximos meses?

Em junho, no início da formação do El Niño, nós ainda tivemos um inverno rigoroso com temperaturas mínimas baixas. Mas em julho e agosto, com o aumento da nebulosidade e chuvas mais frequentes, as temperaturas mínimas não caíram tanto e as máximas também não subiram de forma exagerada. Então, tivemos meses mais amenos e a média ficou próxima da normalidade. A tendência é que as anomalias de temperatura fiquem cada vez mais positivas nos próximos meses, com temperaturas mais elevadas.

Historicamente, os efeitos do El Niño são mais sentidos na primavera e no outono. Por que o verão geralmente não é tão influenciado?

Durante a época de transição. que ocorre na primavera e no outono, existe uma intensificação do transporte de umidade canalizando diretamente da Amazônia para Santa Catarina. Já no verão, esse fluxo de umidade tende a ser canalizado mais em direção ao Sudeste do Brasil, o que acaba “roubando” a umidade que normalmente viria para o nosso estado. Por isso, no verão a gente não sente tanto os efeitos do El Niño com relação a chuvas mais frequentes que tendem a se agravar principalmente na primavera e depois no outono do ano seguinte. Então, essas duas janelas tendem a ser as mais críticas com relação ao El Niño: a primavera de 2026 e, depois, o outono de 2027.

O El Niño pode aumentar a frequência de tornados e ciclones aqui em SC?

Como a disponibilidade de umidade e também de instabilidades atmosféricas são ampliadas, tendemos a ter mais eventos severos, como microexplosões e tornados. Contudo, isso não significa necessariamente que teremos os eventos mais intensos. Por exemplo, o tornado de categoria F4 que atingiu o Paraná no ano passado ocorreu enquanto estávamos sob a influência do La Niña.

Seria possível reforçar as recomendações para a população se preparar para possíveis eventos extremos?

É fundamental que cada pessoa conheça a sua área, saiba se reside em uma região de inundação e descubra qual é o abrigo mais próximo. Também orientamos fortemente a população a se cadastrar nos alertas da Defesa Civil. Basta enviar um SMS com o seu CEP para o número 40199 e ficar muito atento aos alertas que chegam via celular. Em casos de temporais com vento forte ou granizo, busque um abrigo seguro e afaste-se de árvores e postes. Dentro de casa, se a construção não for de alvenaria, o banheiro costuma ser a estrutura mais resistente e segura. Jamais transite por ruas alagadas ou pontes submersas; a grande maioria das mortes ocorre justamente porque as pessoas tentam cruzar essas áreas inundadas e acabam sendo arrastadas pela correnteza. Além disso, ao notar rachaduras em paredes ou muros, inclinação de postes ou água barrenta minando do barranco, entenda que existe risco iminente de deslizamento. Nesses casos, saia imediatamente da residência e acione a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Foto: Thiago Kaue / SecomGOVSC

Informações adicionais para a imprensa:
Ascom SDC/SC – Assessoria de Comunicação
Texto: Clara Spessatto
Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina
E-mail: ascom@defesacivil.sc.gov.br



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Feriadão terá chuva, temporais e queda acentuada de temperatura em Santa Catarina

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Frente fria muda o tempo nesta sexta-feira e no sábado; no domingo, temperaturas podem chegar próximas de 0 °C na Serra e no litoral terá mar agitado Foto: Arquivo / Defesa Civil de Santa Catarina

Quem vai aproveitar o feriadão em Santa Catarina deve preparar o guarda-chuva e também o agasalho. O tempo muda nesta sexta-feira, 4, com chuva em todas as regiões e possibilidade de temporais, enquanto no domingo, 6, as temperaturas caem de forma acentuada, com mínimas próximas de 0 °C na Serra. No Litoral, o frio vem acompanhado de vento forte, mar agitado e condições para ressaca.

A frente fria que avança pelo estado provoca chuva a partir do fim da manhã desta sexta-feira. Entre a tarde e a noite, a instabilidade ganha força e pode vir acompanhada de raios, rajadas de vento e granizo, principalmente nas áreas próximas da divisa com o Paraná. O risco é baixo a moderado para alagamentos, destelhamentos, queda de galhos e árvores e danos na rede elétrica.

No sábado, 5, a instabilidade permanece, com chuva e chance de temporais a qualquer momento do dia. Ao longo da tarde, as temperaturas começam a cair e as mínimas ocorrem à noite, variando entre 5 °C e 12 °C no estado, com valores ainda menores na Serra.

Do temporal ao frio intenso

A mudança mais significativa acontece entre o sábado e o domingo. Com o afastamento da frente fria e a entrada de ar frio, as temperaturas despencam.

No domingo, as mínimas ficam entre 3 °C e 11 °C em Santa Catarina, com pontos próximos de 0 °C na Serra. Durante a tarde, as máximas ficam abaixo de 20 °C em grande parte do estado e não passam de 10 °C na Serra.

A queda nas temperaturas exige atenção, principalmente com crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis ao frio. O risco é baixo a moderado para agravamento de doenças cardiorrespiratórias e hipotermia.

“É uma mudança bastante significativa no comportamento do tempo em poucos dias. Por isso, quem vai viajar ou aproveitar o feriadão deve acompanhar a previsão e estar preparado tanto para os temporais quanto para a queda acentuada das temperaturas”, explica Caio Guerra, meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina.

Litoral terá vento forte e ressaca

No domingo, o Litoral terá uma condição que merece atenção. A previsão indica vento de sudoeste a sul intenso, com rajadas acima de 60 km/h. O mar fica agitado, com ondas de sul entre 2,0 m e 2,5 m e picos de até 3,0 m, com condições para ressaca.

O risco é moderado para ocorrências associadas à agitação marítima e à ressaca. A orientação é evitar atividades de navegação, pesca e esportes aquáticos durante os períodos de maior agitação e manter distância de costões, molhes e áreas expostas às ondas.

Atenção durante os temporais

Quem estiver viajando ou circulando pelo estado durante os períodos de chuva forte deve procurar um local seguro ao perceber a aproximação de um temporal. Também é importante manter distância de árvores, postes, placas e estruturas que possam ser derrubadas pelo vento.

Em caso de alagamento, nunca atravesse áreas com correnteza, seja a pé ou de carro. Durante os temporais, também é recomendado retirar equipamentos eletrônicos das tomadas, quando possível.

No trânsito, a orientação é reduzir a velocidade e, se a chuva comprometer a visibilidade, procurar um local seguro para parar.

Frio continua na próxima semana

Na segunda, 7, e na terça-feira, 8, o tempo fica firme e com predomínio de sol na maior parte de Santa Catarina. No Litoral e em áreas próximas, ainda haverá muitas nuvens e possibilidade de chuva fraca e isolada nos extremos do dia.

As temperaturas caem ainda mais, com previsão de frio intenso, principalmente durante as noites e madrugadas.

Como se proteger durante os temporais

Durante a chuva forte e os temporais, alguns cuidados podem fazer a diferença:

  • procure um local seguro ao perceber a aproximação de um temporal;
  • mantenha distância de árvores, postes, placas e estruturas que possam cair;
  • evite áreas sujeitas a alagamentos e nunca atravesse locais com água corrente;
  • retire equipamentos eletrônicos das tomadas durante os temporais, quando possível;
  • caso esteja dirigindo, reduza a velocidade e procure um local seguro caso a visibilidade fique prejudicada;
  • em caso de queda de árvore ou fio da rede elétrica, não se aproxime e não toque na estrutura.

A Defesa Civil também reforça a importância de atenção às pessoas mais vulneráveis durante a queda das temperaturas, especialmente à noite e nas primeiras horas da manhã.

A população deve acompanhar as atualizações da previsão do tempo e os avisos emitidos pela Defesa Civil de Santa Catarina. Em caso de emergência, os telefones são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.

Saiba como receber alerta da Defesa Civil

  • SMS: envie o CEP para 40199;
  • WhatsApp: envie o CEP para (61) 2034-4611;
  • Defesa Civil Alerta: sistema de alerta crítico por Cell Broadcast, envia mensagens diretamente aos celulares que estão em uma área de risco. Diferentemente do SMS, não é necessário fazer cadastro para receber esse tipo de alerta; 
  • A Defesa Civil também disponibiliza notícias, orientações, informações meteorológicas e ações por meio do canal oficial no WhatsApp “DEFESA CIVIL SANTA CATARINA”. Clique aqui e acesse o canal oficial;
  • Emergências: telefone 199.

Informações adicionais para a imprensa:
Assessoria de Comunicação – Ascom
Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina – SDC/SC
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El Niño deve intensificar chuvas na primavera em Santa Catarina, aponta Fórum Climático

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Previsão da Defesa Civil com outras instituições mostra aumento na frequência e intensidade de chuvas e tempestades entre setembro e novembro

O inverno em Santa Catarina, período historicamente mais seco, já deu sinais da força do El Niño neste ano. A estação registrou volumes de chuva acima da média e maior frequência de tempestades severas, um comportamento fora do padrão que, segundo o 245º Fórum Climático Catarinense, deve se intensificar nos próximos três meses.

O encontro reuniu meteorologistas, entre eles profissionais da Defesa Civil de Santa Catarina e da Epagri/Ciram, para avaliar o cenário climático do próximo trimestre. Segundo o fórum, a tendência observada no inverno deve se manter até o fim da estação e o início da primavera, em 22 de setembro, com aumento na frequência e na intensidade dos sistemas meteorológicos que provocam chuvas e tempestades entre setembro, outubro e novembro.

“É consenso entre os modelos meteorológicos volumes de chuva acima do normal para o trimestre, sendo possível uma maior frequência de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, especialmente durante episódios de chuva intensa e persistente”, explica Caio Guerra, meteorologista da Defesa Civil de SC.

Historicamente, o número de ocorrências relacionadas a vendavais e enxurradas é maior na primavera. Neste ano, com o El Niño atuando com maior intensidade na estação, o aumento nas ocorrências pode ser ainda mais perceptível.

Em relação às temperaturas, o fórum observou que, em setembro, ainda podem ocorrer avanços de massas de ar mais frias, típicas do fim do inverno. Ao longo dos meses, entretanto, a tendência é de temperaturas dentro à acima da média. Além disso, a condição de tempo mais fechado deve contribuir para uma menor amplitude térmica, em razão da maior presença de nebulosidade, que dificulta a variação das temperaturas.

Diante desse cenário, o trimestre será acompanhado pela Defesa Civil com atenção redobrada, com intensificação do monitoramento das condições meteorológicas e dos acumulados de chuva, especialmente durante a atuação de sistemas capazes de provocar chuva intensa e tempestades severas.

El Niño segue em intensificação e pode atingir força muito alta

Outra questão discutida no fórum foi o comportamento do oceano. A temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial segue acima do normal e deve continuar subindo nos próximos meses. Os modelos indicam que esse aquecimento deve persistir na maior parte da região central e leste do oceano, reforçando a intensificação do El Niño.

Segundo a NOAA, a probabilidade é de 93% do fenômeno atingir intensidade muito forte nos próximos três meses. As projeções também indicam que o El Niño deve continuar pelo menos até o outono de 2027.

Defesa Civil recomenda

A Defesa Civil reforça que este período apresenta potencial para tempestades severas. Por isso, recomenda que a população:

  • fique atenta aos alertas de tempestades com risco de ventos fortes, granizo e chuvas volumosas;
  • em casos de chuva persistente, com altos volumes, evite o contato com as águas e não transite em locais alagados, pontes e pontilhões submersos;
  • em casos de movimentos de massa, atente-se à inclinação de postes e árvores, a qualquer movimento de terra ou rochas próximo à residência e ao aparecimento de rachaduras em muros e paredes;
  • durante temporais com raios, rajadas de vento e granizo, busque local abrigado, longe de árvores, placas e de outros objetos que possam ser arremessados; em casa, procure ficar no cômodo central ou no banheiro, geralmente de alvenaria e com janelas menores;
  • se estiver na praia, jamais permaneça na água durante temporais.

A Defesa Civil reforça a necessidade de acompanhar diariamente os avisos e boletins de previsão do tempo, em razão das constantes atualizações nos modelos meteorológicos.



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Temporais avançam por Santa Catarina e chuva ganha força entre domingo e segunda

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Instabilidades chegam ao estado nesta sexta-feira, 28, com risco de granizo e ventos fortes, enquanto a chuva persistente pode provocar alagamentos e enxurradas no início da próxima semanaFoto: Roberto Zacarias / SecomGOVSC

O fim de semana será marcado por uma mudança significativa nas condições do tempo em Santa Catarina. A partir desta sexta-feira, 28, há possibilidade de granizo e ventos fortes. No domingo, 30, e na segunda-feira, 31, o cenário muda, com chuva mais abrangente e persistente e possibilidade de acumulados podem superar 200 milímetros no Planalto Sul e Litoral Sul. 

Na sexta-feira, os temporais devem ocorrer de forma mais localizada, principalmente entre o Litoral Sul, Grande Florianópolis e Vale do Itajaí. Nessas áreas, há risco de chuva intensa em curto período, rajadas de vento e queda de granizo, que podem provocar destelhamentos, queda de galhos e árvores e danos na rede elétrica.

No sábado, 29, as instabilidades avançam para as demais regiões do estado e os temporais passam a ocorrer de maneira mais abrangente, com maior atenção entre o Meio-Oeste e as regiões litorâneas. O risco de ocorrências relacionadas a vento forte e granizo permanece, especialmente para danos em estruturas, interrupções no fornecimento de energia e obstrução de vias.

“É um fim de semana que exige atenção porque teremos dois momentos distintos. Primeiro, a atuação de temporais, com vento forte e granizo, e depois a chegada de uma frente fria, que favorece chuva mais abrangente e persistente. Por isso, é importante acompanhar a atualização dos alertas e evitar situações de exposição durante os temporais”, explica o meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina, Caio Guerra.

Chuva intensa concentra maior atenção entre domingo e segunda-feira

A partir do domingo, a atuação de uma frente fria que avança lentamente pelo estado muda o padrão do tempo. A chuva passa a ocorrer de forma mais abrangente e persistente, com possibilidade de volumes elevados.

O período de maior atenção ocorre entre o domingo e a segunda-feira, 31. Os acumulados podem superar 200 milímetros no Planalto Sul e Litoral Sul. No Grande Oeste, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis, os volumes previstos podem chegar entre 100 e 150 milímetros.

A chuva persistente aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e outros transtornos, principalmente em áreas que já apresentam problemas de drenagem ou que são mais suscetíveis.

A posição da frente fria ainda pode apresentar pequenas variações nos próximos dias. Caso o sistema avance mais para o norte, a distribuição da chuva pode mudar e resultar em volumes mais expressivos também em outras regiões catarinenses.

Calor na sexta e temperaturas mais amenas no início da próxima semana

A sexta-feira, 28, será marcada pelo calor em grande parte do estado, com temperaturas máximas entre 26 °C e 31 °C. No sábado, a nebulosidade e o avanço das instabilidades reduzem as temperaturas no Planalto Sul, Litoral Sul e em parte da Grande Florianópolis, onde as máximas não devem superar 20 °C.

Nas demais regiões, especialmente no Norte do Estado, o calor persiste, com temperaturas acima de 25 °C durante a tarde.

No domingo e na segunda-feira, o predomínio de chuva e nebulosidade mantém as temperaturas mais amenas, com máximas próximas de 20 °C em grande parte de Santa Catarina.

A tendência é de melhora gradual do tempo a partir da terça-feira (1º), embora algumas regiões ainda possam registrar chuva ou resquícios de instabilidade no início do dia. Depois disso, a previsão indica predomínio de tempo firme em Santa Catarina, com novas mudanças previstas apenas para o fim de semana seguinte.

Como se proteger

Durante os temporais, a orientação é procurar um local seguro e permanecer longe de árvores, placas, postes e estruturas que possam ser atingidas ou derrubadas pelo vento. Em caso de granizo, a recomendação é permanecer em local protegido e evitar áreas externas.

Em situações de chuva intensa, não atravesse ruas alagadas, seja a pé ou de veículo. A força da água pode arrastar pessoas e automóveis, além de esconder buracos e outros obstáculos.

Também é importante retirar objetos que possam ser levados pelo vento de áreas externas, manter calhas e sistemas de drenagem limpos e, em caso de falta de energia, não se aproximar de fios ou cabos que tenham caído.

A Defesa Civil reforça a importância de acompanhar as atualizações da previsão e os alertas oficiais.

Saiba como receber alerta da Defesa Civil

  • SMS: envie o CEP para 40199;
  • WhatsApp: envie o CEP para (61) 2034-4611;
  • Defesa Civil Alerta: sistema de alerta crítico por Cell Broadcast, envia mensagens diretamente aos celulares que estão em uma área de risco. Diferentemente do SMS, não é necessário fazer cadastro para receber esse tipo de alerta; 
  • A Defesa Civil também disponibiliza notícias, orientações, informações meteorológicas e ações por meio do canal oficial no WhatsApp “DEFESA CIVIL SANTA CATARINA”. Clique aqui e acesse o canal oficial;
  • Emergências: telefone 199.

Informações adicionais para a imprensa:
Ascom SDC/SC – Assessoria de Comunicação
Jornalista Alessandra Carvalho
Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina
E-mail: ascom@defesacivil.sc.gov.br 



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