A pavimentação da SC-370, entre Rio Rufino e Urubici, ultrapassou a marca de 40% de conclusão. A obra, aguardada há mais de 50 anos pela comunidade, está asfaltando um trecho de cerca de 30 km com investimento de mais de R$ 170 milhões. A pavimentação da rodovia, que era de terra e poeira, representa um marco para o desenvolvimento logístico e turístico da região.
O governador Jorginho Mello destacou a importância da obra para o estado. “A SC-370 é uma prioridade para o nosso governo. Estamos investindo pesado para entregar essa rodovia que a população espera há mais de meio século. É uma obra que vai além do asfalto porque traz desenvolvimento, segurança e mais qualidade de vida”, afirma o governador.
Trecho próximo à área urbana de Urubici já recebeu pavimentação – Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC
A nova rodovia será uma ligação direta e segura entre os dois municípios, facilitando o escoamento da produção agrícola e fortalecendo a integração regional. Além disso, a SC-370 é uma rota fundamental para o turismo, conectando os visitantes às belezas naturais da Serra catarinense, como os cânions e as paisagens típicas da região. Ou seja, a SC-370 é uma conexão estratégica entre Serra e Sul catarinense.
Serviços em andamento
Neste momento, as equipes trabalham em diversas frentes para garantir sobretudo o avanço da obra. Entre os serviços em execução estão terraplenagem, drenagem, bem como pavimentação asfáltica. A expectativa é de que a implantação traga mais segurança e conforto para quem trafega pela região, além de reduzir o tempo de viagem entre os municípios.
Entre os serviços em execução estão terraplenagem, drenagem, bem como pavimentação asfáltica – Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC
O trecho entre Urubici e o Morro do Campestre, próximo à área urbana de Urubici, está concluído enquanto o segmento seguinte está em construção. Na outra ponta, em Rio Rufino, avançam serviços de terraplenagem e aplicação do asfalto. As duas frentes de serviço parte de ambos os municípios em direção à parte central do trecho.
Conforme o secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, a obra tem papel estratégico na região. “Nosso objetivo é garantir uma rodovia moderna e durável, que atenda às necessidades da população e impulsione o turismo. Além disso, essa pavimentação vai qualificar a rota em direção à Serra do Corvo Branco”, destaca o secretário.
Frente de serviço em Rio Rufino mostra contraste entre o asfalto novo e a rodovia antiga ao fundo – Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC
Programa Estrada Boa
A obra na SC-370 integra o Estrada Boa, maior programa de investimento em infraestrutura rodoviária da história de Santa Catarina. Com o Programa, em menos de três anos o Governo de Santa Catarina elevou o número de estradas consideradas ótimas ou boas de 26% para 95%.
Ao todo, são mais de 100 frentes de trabalho, contemplando mais de 3,5 mil quilômetros de rodovias. Somando obras estruturantes, revitalizações, serviços de conservação, bem como manutenção, o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), está investindo mais de R$ 5,2 bilhões no Programa Estrada Boa.
Programa do Governo do Estado tem passagens de R$ 315 a R$ 815, vendidas somente no site da Azul, com mala de até 23 kg incluída – Foto: Leo Munhoz / SecomGOVSC
Dez cidades de Santa Catarina passam a ser ligadas por voos regionais do VOA + SC, programa de aviação regional do Governo do Estado. Os voos são operados pela Azul Conecta, com Florianópolis como ponto de conexão, e as passagens custam de R$ 315 a R$ 815. O voo inaugural, entre Florianópolis e Joaçaba, foi realizado na terça-feira, 3 de novembro. Segundo a Secretaria de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), os demais trechos entraram em funcionamento na mesma semana. O programa foi lançado em agosto pelo governador Jorginho Mello.
Quais cidades de Santa Catarina têm voos do VOA + SC?
Na primeira etapa, o programa atende Florianópolis, Blumenau, Caçador, Correia Pinto, Criciúma/Forquilhinha, Jaguaruna, Joaçaba, Joinville, Lages e São Miguel do Oeste. Oito cidades têm voos para a capital. São Miguel do Oeste chega a Florianópolis passando por Correia Pinto, e Jaguaruna tem voos para Joinville. Na tabela de horários, o aeroporto que atende Criciúma aparece como Forquilhinha, município vizinho onde fica o terminal.
Em quais dias e horários há voos regionais em Santa Catarina?
Cada cidade tem dias fixos na semana, e não há voos aos domingos. A grade oficial informa o horário de saída de cada voo; o de chegada deve ser conferido na compra.
Jaguaruna tem voos para Joinville às segundas, às 10h30, e às sextas, às 18h40. No sentido contrário, os voos saem de Joinville às 8h20 de segunda e às 16h30 de sexta, com tarifa de R$ 450. Entre Correia Pinto e São Miguel do Oeste, a tarifa é de R$ 500.
Dá para ir e voltar no mesmo dia?
Para quem sai do interior, não. Em todas as rotas, o voo de Florianópolis para a cidade parte antes do voo que leva o passageiro do interior à Capital. A volta fica para o próximo dia de operação do trecho: quem sai de Joaçaba na terça, por exemplo, retorna na quinta. Segundo a SPAF, os horários foram definidos, observando as questões meteorológicas e a disponibilidade de horas/voos contratadas, de forma que os municípios fossem atendidos com no mínimo duas frequências por semana.
Quanto custam as passagens do VOA + SC e o que está incluído?
As tarifas vão de R$ 315 a R$ 815, se adquiridas em www.voeazul.com.br , conforme o trecho, e incluem serviço de bordo, bagagem de mão e uma mala despachada de até 23 kg.
Onde comprar passagens do VOA + SC?
Para obter os preços definidos pelo Governo do Estado, a venda é feita exclusivamente no site voeazul.com.br. Os voos são feitos em aviões Cessna Caravan, de nove lugares.
Dá para seguir viagem em outros voos?
Em Florianópolis, o passageiro pode fazer conexão com voos nacionais e internacionais. Quem sai de São Miguel do Oeste também pode usar o aeroporto de Correia Pinto para seguir até Congonhas, em São Paulo.
Por que o Governo de Santa Catarina criou o VOA + SC?
O VOA + SC foi criado para incentivar o transporte aéreo regional de passageiros e de cargas em Santa Catarina. Para o governador Jorginho Mello, a estrutura dos aeroportos é condição para isso: “Você não pode ter aviação regional sem ter uma boa infraestrutura dos aeroportos”, afirmou.
Sobre o VOA + SC
O VOA + SC é o programa de aviação regional do Governo de Santa Catarina, criado para incentivar o transporte aéreo regional no estado. Na primeira etapa, os voos da Azul Conecta ligam dez cidades: Florianópolis, Blumenau, Caçador, Correia Pinto, Criciúma/Forquilhinha, Jaguaruna, Joaçaba, Joinville, Lages e São Miguel do Oeste. As passagens custam a partir de R$ 315, incluem bagagem despachada de até 23 kg e são vendidas no site voeazul.com.br.
Fenômenos ocorreram durante temporais que atingiram 126 municípios e levaram 62 a decretar situação de emergência, desde domingo, 1° de novembro – Foto: Rio Negrinho – Divulgação/SDC
Em quatro dias, os temporais severos deixaram marcas em diferentes regiões de Santa Catarina. A Defesa Civil Estadual confirmou três tornados na quarta-feira, 4, em Chapecó, Xanxerê e Rio Negrinho. Também identificou duas microexplosões, uma em Fraiburgo, no domingo, 1º de novembro, e outra em Timbó Grande, também na quarta, dia 4.
Desde 1º de novembro, 126 municípios registraram ocorrências e 62 decretaram situação de emergência. O Estado soma 6.423 residências afetadas, 100 pessoas desabrigadas, 557 desalojadas e dois óbitos.
Os tornados no Oeste ocorreram durante a passagem de uma linha de instabilidade. “Como o próprio nome sugere, são várias tempestades severas que se organizam em forma de linha”, explica o meteorologista da Defesa Civil Caio Guerra. Segundo ele, o sistema pode ter centenas de quilômetros de extensão e costuma se deslocar rapidamente, provocando fortes rajadas de vento por onde passa.
“Para um observador num ponto fixo, a mudança no tempo é brusca. Antes da linha chegar, o tempo costuma estar abafado, com vento fraco. Na passagem, o vento muda de direção e fica muito forte em poucos minutos. Depois que passa a parte mais intensa, ficam a chuva mais fraca e o vento moderado”, descreve Guerra.
As condições para tempo severo começaram a ser divulgadas no início da semana e, na terça-feira, 3, a Defesa Civil emitiu um aviso meteorológico de nível muito alto para o Oeste e o Norte catarinense. A previsão apontava tempestades severas e fortes rajadas de vento a partir da madrugada da quarta-feira, 4. No entanto, ainda não era possível prever como essas tempestades se organizariam.
Na manhã de quarta, por volta das 9h30, as tempestades vindas do Rio Grande do Sul alcançaram o Oeste, como uma linha de instabilidade. Os radares meteorológicos detectaram a organização do sistema, e os meteorologistas emitiram alertas cell broadcast com 15 minutos de antecedência para os municípios por onde ele avançava, com destaque para o risco de rajadas de vento.
Às 10h30, o primeiro tornado passou por Chapecó. No município, foram cerca de 2.400 residências afetadas, o maior número do estado. Cerca de 20 minutos depois, por volta das 10h48, o radar do Oeste identificou um segundo tornado, a mais ou menos 50 quilômetros do primeiro, em Xanxerê. A linha seguiu pelo Extremo-Oeste e pelo Oeste ao longo da manhã, com rajadas superiores a 100 km/h em diversos municípios.
Às 13h30, cruzou o Planalto Norte e provocou o terceiro tornado, em Rio Negrinho, onde a Defesa Civil observou araucárias com as copas danificadas, árvores arrancadas pela raiz e casas com telhados destruídos. O município registrou estragos em 134 residências. Logo depois, o sistema avançou para o Paraná. “Foram mais ou menos quatro horas para atravessar o estado”, resume Guerra.
Duas microexplosões foram registradas entre domingo e quarta
Os temporais iniciaram antes da linha de instabilidade. Na tarde de domingo, 1° de novembro, em Fraiburgo, no Meio-Oeste, uma tempestade severa atingiu o município. A análise dos meteorologistas indicou que a causa foi uma microexplosão, fenômeno em que uma corrente de ar desce com força de dentro da tempestade, atinge o solo e se espalha, causando danos em uma área restrita.
Fraiburgo teve 891 residências afetadas, com queda de árvores, de estruturas metálicas e de postes de energia. A Defesa Civil entregou lonas para a cobertura provisória das casas, além de itens de assistência humanitária.
Danos em Fraiburgo – Foto: Divulgação/SDC
Posteriormente, na quarta-feira, 4, uma tempestade severa e isolada atingiu Timbó Grande e causou danos em poucos minutos. Foram 25 habitações afetadas. As imagens aéreas feitas pela Defesa Civil mostraram árvores derrubadas e espalhadas para fora a partir de um ponto central, o que permitiu concluir que se tratava de uma microexplosão.
Imagens aéreas em Timbó Grande – Foto: Divulgação/SDC
Como a Defesa Civil diferencia um tornado de uma microexplosão
Para quem vê os estragos, os dois fenômenos podem parecer semelhantes. Entretanto, há uma diferença na forma em que os ventos se distribuem e no padrão dos danos, analisados por imagens aéreas.
No tornado, o vento gira com força e o centro da rotação toca o solo. Por isso, as árvores caem em sentidos diferentes de cada lado do caminho, como se o vento puxasse tudo para o meio. O rastro é estreito e bem definido, e uma área muito atingida pode estar ao lado de outra praticamente intacta. Mesmo durando poucos minutos, o tornado causa destruição concentrada.
Na microexplosão, o vento desce da tempestade e se espalha ao bater no chão, como a água de uma torneira que atinge a pia. Árvores, estruturas e materiais caem na mesma direção, ou se afastam de um ponto central, dentro de uma área mais ampla. Esse padrão, somado às características da tempestade, indica a ocorrência da microexplosão.
Em ambos os casos, as análises de radar, as inspeções em campo e os registros fotográficos aéreos são fundamentais para confirmar os fenômenos e estimar a intensidade.
Como se proteger de um tornado
Antes da chegada de um fenômeno extremo, o primeiro passo é verificar a resistência da estrutura da casa, especialmente do telhado, e retirar objetos que possam cair ou ser arrastados pelo vento. Também é recomendado desligar os aparelhos elétricos e o gás, além de evitar estacionar veículos próximos a torres de energia, árvores ou placas.
Durante o tornado, a recomendação é buscar abrigo imediatamente no cômodo mais interno da casa, longe de janelas. O banheiro costuma ser uma boa opção por ter estrutura mais reforçada e, geralmente, não ter janelas, o que reduz o risco de estilhaços e detritos. Sempre que possível, a orientação é ir para o andar mais baixo e proteger a cabeça com travesseiros, cobertores ou colchões. Quem estiver fora de casa deve deitar em uma vala ou depressão do terreno, afastado de árvores, postes e muros.
Após a passagem do fenômeno, a Defesa Civil orienta evitar o contato com fios caídos e não se aproximar de construções danificadas. O retorno para casa só deve ocorrer quando as autoridades confirmarem que é seguro. Em caso de emergência, a população pode acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou a Defesa Civil pelo 199.
Além das orientações de segurança, a Secretaria da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina emite avisos meteorológicos antes mesmo de um fenômeno extremo atingir uma região. Os avisos e alertas são enviados por SMS, WhatsApp e Cell Broadcast. Para recebê-los gratuitamente em tempo real, a população pode enviar o CEP para 40199 ou acompanhar o site defesacivil.sc.gov.br e as redes sociais da secretaria.
Defesa Civil Alerta: sistema de alerta crítico por Cell Broadcast, envia mensagens diretamente aos celulares que estão em uma área de risco. Diferentemente do SMS, não é necessário fazer cadastro para receber esse tipo de alerta.
Informações adicionais para a imprensa: Texto: Clara Spessatto Assessoria de Comunicação – Ascom Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina – SDC/SC E-mail: ascom@defesacivil.sc.gov.br
Com cerca de mil inscritos, o I Congresso Catarinense de Perinatologia e Inovação em Saúde Materno-Infantil, em Joinville, iniciou na quarta, 4, e segue até esta sexta-feira, 6. Promovido pela Maternidade Darcy Vargas (MDV), unidade do Governo do Estado, o evento reúne profissionais de saúde, especialistas e estudantes para discutir avanços científicos, inovação e estratégias de qualificação da assistência à mulher, à gestante e ao recém-nascido.
A programação inclui palestras, mesas-redondas e talk shows sobre atenção integral à saúde materno-fetal, neonatal e infantil, políticas públicas, práticas assistenciais baseadas em evidências, segurança do paciente e humanização do cuidado. Também estão em pauta novas tecnologias e inovações aplicadas à assistência durante a gestação, o parto, o puerpério e o período neonatal.
“Estamos promovendo um espaço de atualização científica, integração e troca de experiências entre profissionais, gestores, pesquisadores e instituições de saúde. A programação aborda temas fundamentais para a assistência materno-infantil, trazendo avanços científicos, novas tecnologias e práticas que podem contribuir diretamente para melhorar o cuidado oferecido à população. Nosso objetivo é fortalecer a rede de atenção e qualificar cada vez mais os serviços em Santa Catarina”, destaca o diretor da Maternidade Darcy Vargas, Fábio Magrini.
No primeiro dia, foram realizadas palestras sobre políticas públicas para a saúde da mulher e da criança, prematuridade, diagnóstico e tratamento de síndromes neonatais, segurança obstétrica, saúde digital e inovação no cuidado neonatal. A programação também abordou a prevenção da hemorragia pós-parto, comunicação empática e direitos dos pacientes.
Entre os temas discutidos esteve a hipertensão na gestação, uma das principais causas de complicações maternas e de prematuridade. O assunto foi apresentado pelo ginecologista e obstetra da MDV, Giorgio Conte Tondello, vice-presidente da Região Sul da Rede Brasileira de Estudos sobre Hipertensão na Gravidez.
“Discutimos diferentes aspectos das síndromes hipertensivas na gestação, desde a prevenção até o momento do parto, incluindo o uso de biomarcadores e estratégias para melhorar a assistência. É um tema de grande relevância, que exige atualização constante dos profissionais. Esperamos que os conhecimentos compartilhados contribuam para aprimorar as práticas e transformar a realidade da assistência às gestantes em todo o país”, explica o médico.
Também estiveram presentes no congresso, a superintendente dos Hospitais Públicos, Tatiana Titericz; a gerente Regional de Saúde do Nordeste, Graziela de Alcântara; demais profissionais da Secretaria de Estado da Saúde; representantes das regiões e dos municípios; além de profissionais de outros estados. A participação de todos demonstra a importância do congresso para compartilhar conhecimentos e integração entre profissionais e instituições. A iniciativa contribui para disseminar boas práticas, incentivar a inovação e fortalecer a qualidade e a segurança da assistência materno-infantil em Santa Catarina.
Mais informações: Gabriela Ressel Assessoria de ComunicaçãoSecretaria de Estado da Saúde (48) 99134-4078 e-mail: imprensa@saude.sc.gov.br Nos siga no instagram @saude.sc
O governador Jorginho Mello esteve no Oeste catarinense nesta quinta-feira, 5, para verificar a situação de cidades afetadas pelas fortes chuvas desta semana. Ele passou por Xanxerê e Chapecó, acompanhado do secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, coronel Fabiano de Souza, verificando os danos provocados pelos temporais e prestando o auxílio necessário para o socorro e a recuperação dos prejuízos.
Além disso, o governador deixou pré-agendada uma nova reunião com os prefeitos dos municípios atingidos para a próxima semana. O encontro vai servir para ouvir as próximas demandas das cidades e poder atender adequadamente, já depois de terem contabilizado todas as perdas.
“Estamos ajudando Chapecó, Xanxerê e todos os municípios afetados desde o primeiro dia, com telhas, os primeiros socorros, água, comida, mantimentos e socorro às pessoas desalojadas. Nós estamos prontos, a Proteção e Defesa Civil está ajudando. Mas o primeiro atendimento é dado pelos municípios, que nós já equipamos durante esses anos. Eles têm condições de fazer o que não tinham no passado. Vim aqui prestar minha solidariedade e apoio na certeza de que faremos o necessário para superar mais essa dificuldade com muito trabalho junto ao povo catarinense”, disse o governador Jorginho Mello.
Chapecó – Foto: Jonatã Rocha / SecomGOVSC
Só em telhas de 4 e 6 mm, o Estado já repassou mais de R$ 3 milhões. Isso porque o número de casas atingidas passou de 5.739 em todo o estado. Em Chapecó, foram mais de 2.400 casas.
Aeroporto
O governador também esteve no Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, em Chapecó, e garantiu que o governo vai participar da ajuda na recuperação dos danos no terminal e de possíveis melhorias futuras. “Primeiro é restabelecer minimamente o aeroporto para começar a funcionar, depois pensar o que fazer para a frente. Eu sou parceiro para ajudar. Não tenho dúvida de que vamos ser parceiros para ajudar a restabelecer o aeroporto, que é importante para todos nós”, concluiu.
Foto: Jonatã Rocha / SecomGOVSC
Oeste e Meio-Oeste
Dois tornados foram confirmados na quarta-feira, 4, no Oeste catarinense, um em Chapecó e outro em Xanxerê. Em Chapecó, cerca de 2.400 residências e indústrias tiveram destelhamentos, além de quedas de árvores e danos na rede elétrica. Em Xanxerê, houve destelhamentos, veículos tombados na BR-282, obstruções na SC-480 e danos em instalações do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e de empresas.
Grupo criminoso causou prejuízos superiores a R$ 4,3 milhões, afetando a infraestrutura de redes em 50 municípios catarinenses. Ação integrada coordenada pela Delegacia de Anita Garibaldi cumpriu mandados em Concórdia– Foto: Divulgação / PCSC
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Polícia da Comarca de Anita Garibaldi, deflagrou na manhã desta quinta-feira, 5, a Operação Circuito Oculto. A ação policial resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão no município de Concórdia.
As investigações do inquérito policial revelaram a atuação de uma associação criminosa altamente estruturada e especializada no furto sistemático de baterias estacionárias e cabos de cobre de grande bitola de estações de telecomunicações. Estima-se que o grupo tenha subtraído aproximadamente 1.800 baterias e um grande volume de cabos, gerando um prejuízo superior a R$ 4,3 milhões, somando os danos diretos aos equipamentos e os reflexos negativos na estabilidade dos serviços de telefonia e internet.
Impacto em 50 municípios
O mapeamento conduzido pelas equipes policiais identificou ramificações e prejuízos em 50 municípios catarinenses, com destaque para 26 cidades localizadas na região Oeste, 13 no Meio-Oeste e 11 na Serra catarinense. As ações delituosas causavam transtornos generalizados à população ao comprometer a prestação de serviços essenciais de comunicação.
O esquema criminoso contava com uma nítida divisão de tarefas, englobando a execução direta dos furtos, suporte logístico, transporte de grande volume e receptação comercial. Um dos diferenciais investigados apontou que um dos integrantes do grupo é um ex-técnico do setor, cuja experiência prévia facilitava o acesso às torres e o conhecimento detalhado das instalações. O material furtado era direcionado a um esquema de receptação ligado ao comércio clandestino de sucatas na região de Concórdia, com movimentação financeira ilícita superior a R$ 820 mil.
Integração Operacional
A operação contou com um expressivo aparato de apoio operacional, reunindo equipes da Diretoria Regional de Polícia de Concórdia (por meio da DIC, DPCo e DPCAMI de Concórdia) e da Diretoria Regional de Polícia de Lages (com a DIC de Lages e as Delegacias de Abdon Batista, Celso Ramos, Bom Retiro e Alfredo Wagner).
As diligências continuam em andamento para desarticular por completo a cadeia de receptação e recuperar os bens subtraídos.
O governador Jorginho Mello esteve na Defesa Civil, na noite desta quarta-feira, 4, para acompanhar a atualização e o monitoramento das chuvas em Santa Catarina. Atualmente 98 cidades relataram algum tipo de dano e 23 decretaram situação de emergência. Nove delas pediram apoio para a Defesa Estadual e já estão recebendo os itens solicitados. Um óbito foi confirmado em Rio Negrinho. Na sequência, o governador atendeu a imprensa em uma entrevista coletiva.
“Desde 2023 a gente busca melhorar a Proteção e Defesa Civil dos municípios para que eles possam agir de imediato. Na sequência a Defesa Civil estadual fornece o socorro. Nove municípios recorreram ao Estado, solicitando telhas. Já foram enviados, por enquanto, quase R$ 2,9 milhões em telhas. Temos desalojados, desabrigados e infelizmente um óbito, ocorrido em Rio Negrinho. Seguimos atentos para evitar mais perdas e socorrer todos que precisarem”, resumiu o governador.
Jorginho Mello também explicou a suspensão das aulas na rede estadual de ensino nesta quarta-feira e também nesta quinta-feira,5. “Temos a responsabilidade de receber os alunos com a escola segura, sem fio na rua, poste quebrado, então para evitar algum problema maior a gente suspendeu a aula hoje e amanhã. Depois vamos restabelecer todas as escolas, fazer uma revisão geral para que sexta-feira possam voltar às aulas”, afirmou o governador.
As ocorrências se concentram no Grande Oeste, no Meio-Oeste, no Planalto Norte, no Planalto Serrano e no Vale do Itajaí e somam 4.796 casas afetadas, 56 pessoas desabrigadas e 208 desalojadas. As 23 cidades que decretaram situação de emergência são: Abdon Batista, Anita Garibaldi, Catanduvas, Caxambu do Sul, Chapecó, Cunha Porã, Cunhataí, Fraiburgo, Guatambu, Iporã do Oeste, Ipumirim, Jaborá, Monte Castelo, Paial, Painel, Palmitos, Paraíso, Rio das Antas, Rio Rufino, São Carlos, Timbó Grande, Vargem e Zortéa.
Para prestar apoio aos municípios atingidos, a Defesa Civil de Santa Catarina iniciou a entrega de itens de assistência humanitária às cidades que fizeram o pedido. Catanduvas, Chapecó, Fraiburgo, Guatambu, Ipumirim, Monte Castelo, Papanduva, Paraíso e Zortéa solicitaram até o momento e vão receber telhas, cumeeiras, colchões e kits de acomodação
“É possível que esse número dos municípios que reportaram esses decretos de situação de emergência aumente. Os eventos aconteceram no dia de hoje, então tem muitos municípios ainda fazendo todo o levantamento de dano para verificar se tem índice ou não para decretação de situação de emergência. E certamente outros municípios solicitarão o apoio complementar do Governo do Estado de Santa Catarina, principalmente com os itens de assistência humanitária”, avaliou o secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Fabiano de Souza.
Em Chapecó, cerca de 2.400 residências e indústrias perderam parte do telhado. Também houve queda de árvores e danos na rede elétrica. Xanxerê foi o município mais afetado da região, com destelhamentos, queda de árvores, veículos tombados na BR-282 e obstruções na SC-480. O número de danos seguem em andamento.
A Celesc acionou seu plano de contingenciamento e já restabeleceu o fornecimento de energia em 150 das 250 mil unidades consumidoras. Além disso, foram deslocadas equipes de atendimento de outras regiões para Chapecó e vizinhança.
“Nós estamos com uma equipe de 200 pessoas trabalhando, com o devido cuidado. Em algumas regiões foram 10 postes, 15 postes quebrados. Nós temos que corrigir um por um, para que o próprio sistema vá se reordenando. Além das equipes locais, nós temos um plano de contingência que permite que outras equipes se desloquem. Então, equipes de Blumenau, de Florianópolis e de Criciúma estão se locomovendo desde o início da tarde para auxiliar. Foram 250 mil unidades atingidas, 100 mil ainda precisam ser restabelecidas, elas estão principalmente em Mondaí e Palmitos”, explicou o presidente da Celesc, Edson Moritz.
Fotos: Leo Munhoz / SecomGOVSC
Ocorrências afetam grande parte do estado
Fraiburgo, no Meio-Oeste, teve vendaval com granizo no domingo, com queda de árvores, estruturas metálicas e postes, 891 habitações foram afetadas. Em Macieira, o vendaval desta quarta-feira causou destelhamentos, queda de árvores e falta de energia, com vias interditadas e um abrigo aberto.
A chuva forte também provocou enxurrada e alagamentos no Centro de Vargem, na região de Campos Novos. Foram 100 habitações afetadas e 100 pessoas desalojadas. Zortéa, na mesma região, teve 26 habitações afetadas, 12 desalojados e 10 desabrigados.
Monte Castelo e Papanduva, no Planalto Norte, foram atingidas por chuva severa com granizo. Os dois municípios somam 77 e 84 habitações afetadas, respectivamente, e receberam lonas da Defesa Civil.
Destelhamento em Xanxerê – Foto: Divulgação /SDC
Guatambu registrou 132 habitações afetadas, com destelhamentos, queda de árvores e de muros e danos na rede elétrica. Na mesma região, Caxambu do Sul teve 60 habitações afetadas, São Carlos, 50, e Paial, 27.
O vendaval também danificou, em Ipumirim, o Hospital São Camilo, a Escola Claudino Locateli e prédios comerciais e industriais. O município tem 40 habitações afetadas. Em Catanduvas, a chuva com rajadas de vento destelhou casas em vários bairros e interditou seis vias. São 61 habitações afetadas.
Na região de Lages, o granizo de terça-feira, 3, danificou o hospital, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e escolas de Anita Garibaldi. Duas unidades de ensino tiveram aulas suspensas, e 70 habitações foram afetadas. Rio Rufino teve 11 pessoas desalojadas e 34 desabrigadas por causa dos alagamentos, e um abrigo foi aberto. Painel contabiliza 15 habitações afetadas.
Paraíso teve 130 habitações afetadas pelo vendaval de domingo e 16 vias obstruídas. Em Iporã do Oeste, o rompimento de cabos de energia causou danos no setor agropecuário, e as estradas municipais ficaram danificadas.
No Vale do Itajaí, a chuva intensa causou quedas de barreira e pontos de alagamento na região de Rio do Sul. No município, o alagamento no bairro Barra do Trombudo bloqueou o acesso à Escola Navarro Lins, e os Bombeiros resgataram 30 pessoas, entre crianças e adultos, com um bote inflável.
A Defesa Civil de Santa Catarina segue atualizando o número de ocorrências e prestando apoio aos municípios que solicitaram assistência. A orientação à população é continuar acompanhando os avisos e alertas oficiais da instituição.
A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou a formação de dois tornados no Oeste do estado nesta quarta-feira, 4, um em Chapecó e outro em Xanxerê, durante a passagem de uma forte tempestade. Desde domingo, 1º de novembro, a chuva intensa, o vento e o granizo atingiram 58 municípios catarinenses e afetaram 1.438 habitações. Quatro municípios decretaram situação de emergência: Anita Garibaldi, Fraiburgo, Paraíso e Zortéa. A Defesa Civil Estadual (SDC/SC) segue monitorando a situação e prestando apoio às cidades atingidas.
Em Chapecó, o tornado foi identificado pela análise conjunta de diferentes produtos do radar meteorológico, por volta das 10h30. Os dados mostraram circulação rotativa dos ventos no interior de tempestades intensas, o que reforça a confirmação do fenômeno. A estação meteorológica da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SDC/SC) no município registrou rajadas de vento de 93 km/h, enquanto uma estação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) em outro ponto da cidade registrou rajadas de 126 km/h.
A mesma linha de instabilidade avançou sobre Xanxerê, onde o radar também identificou características típicas de tornado, por volta das 10h48. A estação da Defesa Civil no município registrou ventos de 80 km/h, com possibilidade de rajadas mais intensas.
“A Defesa Civil emitiu aviso de temporais 15 minutos antes das ocorrências dos tornados nas regiões de Chapecó e de Xanxerê. Em situações como essa, a orientação é procurar abrigo em local fechado, de preferência em um cômodo interno, longe de janelas, e evitar permanecer em veículos ou em construções frágeis”, afirma o meteorologista-chefe da Defesa Civil, Felipe Theodorovitz.
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Para avaliar com mais precisão a intensidade e a extensão das áreas atingidas, a Defesa Civil fará um levantamento com drones assim que as condições do tempo permitirem. A equipe técnica da SDC/SC também segue analisando os dados dos radares, as observações das estações meteorológicas e os relatos recebidos de outras regiões do estado, onde a linha de instabilidade também provocou rajadas intensas e danos, para avaliar a possível ocorrência de outros fenômenos meteorológicos.
Quatro municípios decretam emergência e Defesa Civil começa a entregar itens de assistência humanitária
As chuvas começaram no domingo, com chuva intensa, ventos e granizo, e estenderam-se até esta quarta-feira, 4. Por conta das ocorrências, Anita Garibaldi, Fraiburgo, Paraíso e Zortéa decretaram situação de emergência. O balanço da SDC aponta 1.438 habitações afetadas e 5 pessoas desalojadas. Fraiburgo e Paraíso também solicitaram itens de assistência humanitária (IAH), e a Defesa Civil já iniciou as entregas nos dois municípios, com telhas, cumeeiras e colchões.
Em Fraiburgo, o vendaval com granizo de domingo causou queda de árvores, de estruturas metálicas sobre vias e de postes, e grande parte da cidade ficou sem energia. Um abrigo foi aberto de forma preventiva e 21 rolos de lona foram entregues. São 891 habitações afetadas, e a Defesa Civil está entregando 15.200 itens de assistência humanitária.
Destelhamento em Fraiburgo – Divulgação/SDC
Em Paraíso, o vendaval e a chuva intensa de domingo atingiram o centro e o interior, com destelhamentos em imóveis públicos e privados, queda de árvores, 16 vias obstruídas e interrupção de energia. Foram 130 habitações afetadas, e as lonas já foram distribuídas. A Defesa Civil está entregando 2.482 itens de assistência humanitária.
Em Anita Garibaldi, a queda de granizo na área urbana na terça-feira, 3, danificou o hospital, o CRAS e escolas, com aulas suspensas em duas unidades. Foram 70 habitações afetadas, e a Defesa Civil distribuiu lonas às famílias. Em Zortéa, a chuva forte com granizo e vendaval provocou enxurradas e alagamentos no centro, destelhamento em um galpão e 5 habitações afetadas.
Além dos quatro municípios, a sequência de temporais desde domingo atingiu 58 municípios em 14 regionais de Defesa Civil, com ocorrências de vendaval, granizo e chuva intensa. As coordenadorias municipais de Defesa Civil, em apoio das equipes regionais, seguem levantando os danos, e os números podem mudar.
Aviso vermelho segue até a noite desta quarta-feira
Ao longo desta quarta-feira, 4, a Defesa Civil de Santa Catarina prevê que os temporais se espalhem pelas demais regiões do estado. As condições favorecem tempestades severas, com chuva intensa e volumosa, raios, rajadas de vento e granizo.
Na quinta-feira, 5, a chuva ainda atinge o Norte catarinense entre a madrugada e o início da manhã, e o tempo firme volta a predominar a partir da tarde. A trégua dura pouco: a partir da noite de sexta-feira, 6, uma nova frente fria deve trazer novos temporais, e a instabilidade pode se estender pelo fim de semana.
Defesa Civil recomenda
Em caso de chuva intensa e alagamentos, a orientação é não atravessar ruas alagadas, a pé ou de carro, porque a água pode esconder buracos e ter correnteza forte. Em caso de ventos fortes, a recomendação é procurar abrigo em local fechado e seguro, longe de janelas, portas de vidro e estruturas frágeis. Durante a ventania, não se deve ficar embaixo de árvores, placas, postes ou telhados.
A Defesa Civil também pede atenção para o risco de deslizamentos em todo o estado, principalmente em áreas de risco mapeadas e em taludes de rodovias, as encostas ao lado das pistas, que ficam frágeis com o solo encharcado. A probabilidade de deslizamento aumenta conforme o solo fica saturado. Entre os sinais de instabilidade estão trincas em paredes ou no pavimento, postes e árvores inclinados e ruídos anormais perto de encostas. Em caso de risco, a orientação é deixar o local e acionar a Defesa Civil pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Saiba como receber alerta da Defesa Civil
Canal oficial no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VagXA5V3GJP04QTwmx0j SMS: envie o CEP para 40199 WhatsApp: envie o CEP para (61) 2034-4611 Site: acesse www.defesacivil.sc.gov.br Defesa Civil Alerta: sistema de alerta crítico por Cell Broadcast, envia mensagens diretamente aos celulares que estão em uma área de risco. Diferentemente do SMS, não é necessário fazer cadastro para receber esse tipo de alerta. Emergências: telefone 199
Foto abertura: Quedas de árvores em Chapecó – Divulgação/SDC
Informações adicionais para a imprensa: Texto: Clara Spessatto Assessoria de Comunicação – Ascom Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina – SDC/SC E-mail: ascom@defesacivil.sc.gov.br
A vice-governadora Marilisa Boehm defendeu o fortalecimento do diálogo e o respeito às diferenças regionais em Santa Catarina. A afirmação foi feita na abertura do Congresso de Municípios, Associações e Consórcios (Comac-SC/2026), em Balneário Camboriú, nesta terça-feira, 3 de novembro.
“Eu sei que administrar um município não é uma tarefa fácil. É o prefeito que recebe a primeira cobrança. É na prefeitura que o cidadão bate à porta quando precisa de uma consulta, de uma vaga na escola, de uma estrada em boas condições ou de uma resposta para os problemas da sua comunidade”, comentou.
E o enfrentamento destes desafios, avaliou Marilisa, pode ter soluções apresentadas no Comac-SC. “Este congresso representa a oportunidade de compartilhar experiências, construir soluções e encontrar novos caminhos para uma gestão pública cada vez mais humana, eficiente e próxima da população”, avaliou.
Para a vice-governadora, o desenvolvimento de Santa Catarina é resultado direto do que é feito nas cidades. Na visão dela, o desenvolvimento do estado não acontece apenas nos grandes centros. Ele nasce também nas pequenas comunidades, no campo, nas indústrias, no comércio, nas escolas e em cada família catarinense. Por isso, existe a necessidade de integração entre as regiões. “Nós sabemos que nenhuma transformação verdadeira acontece sem a participação dos municípios e um Estado forte se constrói com municípios fortes”, concluiu Marilisa.
Mais informações: Jornalista Alessandro Bonassoli Assessoria de Comunicação Gabinete da Vice-governadora (48) 3665-2186 E-mail: alessandro.bonassoli@gvg.sc.gov.br
Prova é destinada aos estudantes do 2º ano do ensino fundamental das redes públicas estadual e municipais – Foto: Thiago Kauê/SecomGOVSC
A Secretaria de Estado da Educação (SED) prorrogou a aplicação da avaliação de Fluência Leitora do Sistema Estadual de Avaliação de Santa Catarina (SEAESC) até esta quarta-feira, 4. A avaliação é destinada aos estudantes do 2º ano do ensino fundamental das redes públicas estadual e municipais.
O objetivo da iniciativa é acompanhar o desenvolvimento das habilidades de leitura dos estudantes durante o processo de alfabetização, identificando avanços e necessidades de apoio pedagógico. Os resultados contribuem para orientar o planejamento das escolas e subsidiar ações das redes de ensino voltadas à melhoria da aprendizagem e à redução das desigualdades educacionais.
O SEAESC integra os esforços de cooperação entre o Estado e os municípios para conhecer a realidade da educação pública catarinense e estabelecer estratégias com base em evidências. A participação das duas redes é fundamental para que os resultados representem as diferentes realidades educacionais e apoiem a definição de prioridades para o ensino.
A SED reitera a importância da mobilização de toda a comunidade escolar para garantir a participação dos estudantes durante o período de aplicação. Gestores, professores e profissionais da educação têm papel essencial na organização das avaliações, enquanto as famílias podem contribuir incentivando a presença das crianças nos dias previstos.
Importância da participação dos estudantes
Os resultados do SEAESC também têm relevância para os municípios por integrarem a base de cálculo do componente educacional do Índice de Participação dos Municípios (IPM Educação). Esse componente vincula parte da distribuição da arrecadação do ICMS a critérios educacionais, considerando os resultados das escolas municipais na avaliação.
A relação reforça a importância da participação dos estudantes da rede municipal e do compromisso das administrações locais com o fortalecimento da alfabetização, a melhoria da aprendizagem e a redução das desigualdades educacionais.
Avaliação de desempenho começará na próxima semana
Além da avaliação de Fluência Leitora, o SEAESC terá uma nova etapa na próxima semana: entre os dias 9 e 19 de novembro de 2026. No período, será realizada a aplicação da avaliação de desempenho para estudantes do 2º, 4º, 6º e 8º anos do Ensino Fundamental e da 2ª série do Ensino Médio das redes públicas estadual e municipais.
A avaliação permitirá acompanhar as aprendizagens em diferentes etapas da trajetória escolar, identificar habilidades consolidadas e aquelas que precisam ser desenvolvidas e fornecer subsídios para o planejamento pedagógico das escolas e das redes de ensino.