O Gaeco deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a Operação Thánatos, que investiga um suposto esquema de pagamento de propina a servidores da saúde para favorecer uma funerária de Lages, na Serra catarinense, na captação de clientes. Conforme a investigação, os suspeitos vazavam dados sobre os mortos para a empresa
Esquema envolveria agentes públicos que tinham acesso direto às informações sobre óbitos. No total, nove mandados de busca e apreensão foram deferidos pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Lages. Durante o cumprimento, R$ 80 mil em espécie foram localizados e apreendidos.

Dados de óbitos saíam do Samu, hospital e de UPA
De acordo com as apurações, o esquema envolveria agentes públicos que tinham acesso direto às informações sobre óbitos registrados em atendimentos do Samu, no Hospital Tereza Ramos, na UPA e em residências.
Esses dados teriam sido usados para antecipar a abordagem aos familiares, garantindo vantagem indevida à funerária e violando o sistema de rodízio municipal, conforme a investigação.

Transferências indicam suspeita de propina
Segundo o Ministério Público, foram identificadas transferências bancárias consideradas compatíveis com o padrão de pagamento de propina, o que levanta suspeitas de crimes de corrupção ativa e passiva.
As investigações apontam também comunicações frequentes entre funcionários da funerária e agentes públicos que tinham acesso direto às informações sobre óbitos.
Investigação busca novos envolvidos
Os materiais apreendidos durante a operação serão analisados pela Polícia Científica. A partir dos laudos periciais, o Gaeco pretende aprofundar a investigação, identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar a extensão do esquema.
O procedimento tramita sob sigilo.

Fonte:
Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
@barao.online



Quando meu irmão morreu num acidente em Lages, a funerária chegou primeiro que eu .
São que nem Urubu…
Era assim a 25 anos, é hoje assim..
Não existe respeito..