O projeto AmputSUS, desenvolvido no Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), convida pessoas amputadas de membros inferiores de todo o Brasil que usam prótese para participar de pesquisa científica sobre reabilitação, funcionalidade e experiência com o uso da prótese. Acesse o questionário online, que leva apenas cinco minutos para ser respondido.
O estudo é coordenado pela professora Soraia Cristina Tonon da Luz e integra as ações do projeto “Recurso tecnológico inovador para soluções protéticas em amputados de membros inferiores usuários do SUS: atualização e estruturação da prescrição (AmputSUS)”, aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e vinculado ao Sistema Nacional de Laboratórios de Tecnologia Assistiva (SisAssistiva).
A pesquisa busca compreender a experiência de pessoas amputadas em relação ao uso da prótese, abordando aspectos como satisfação protética, mobilidade, adaptação funcional, acesso à reabilitação e qualidade de vida.
Segundo a professora Soraia, a participação da comunidade é fundamental para que a pesquisa possa contribuir diretamente para o aprimoramento da assistência e da reabilitação de pessoas amputadas no Brasil.
“Nosso objetivo é aproximar ciência, tecnologia e realidade social, ouvindo as experiências de quem vivencia diariamente o processo de reabilitação e utilização da prótese”, destaca a docente, que é doutora em Alto Rendimento Esportivo pela Universidade Pablo de Olavide (UPO), da Espanha, e integra o Departamento de Fisioterapia e o Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFT) na Udesc Cefid.
Sobre o AmputSUS
Em 2023, o AmputSUS foi uma das 28 propostas de todo o Brasil aprovadas e contratadas em chamada da Finep, no valor global de R$ 72,5 milhões, e a universidade recebeu os recursos da sua proposta no fim de 2024.
O AmputSUS possibilitará a construção de uma oficina de próteses na Udesc Cefid, no Bairro Coqueiros, em Florianópolis, que desenvolverá recursos tecnológicos inovadores para soluções protéticas em amputados de membros inferiores usuários do SUS, com atualização e estruturação da prescrição, integrando avaliação biomecânica, pesquisa científica, tecnologia assistiva e acompanhamento multidisciplinar.
O projeto integra o Laboratório de Biomecânica da Udesc Cefid e atua em parceria com o projeto de extensão Reabilitação Multidisciplinar em Amputados (Ramp), ambos coordenados pela professora Soraia Tonon da Luz, com amplo atendimento à comunidade e realização de pesquisas vinculadas ao PPGFT.
As inscrições para a 3ª edição do Santa Catarina Canta – Festival de Música Brasileira terminaram nesta quarta-feira, 20, com 1.166 inscritos. A lista dos aprovados para será divulgada na próxima terça-feira, 26 de maio, no site oficial do evento, o santacatarinacanta.com.br. A próxima fase do festival começa no dia 9 de junho, em Curitibanos.
Para a presidente da Fundação Catarinense de Cultura, Maria Teresinha Debatin, o festival segue consolidando seu propósito de incentivar a cultura e descobrir novos artistas em todo o Estado. “É uma alegria ver o Santa Catarina Canta chegando à terceira edição com tanta força e participação popular. O festival cria oportunidades reais para artistas de diferentes regiões mostrarem seu talento, ampliarem seus horizontes e viverem experiências transformadoras através da música. O Governo do Estado tem orgulho de apoiar um projeto que aproxima a cultura das pessoas e valoriza a nossa identidade musical”, destaca.
O diretor artístico do festival, maestro Jeferson Della Rocca, ressalta a qualidade dos participantes inscritos nesta edição. “Já começamos o processo de avaliação dos vídeos e, mais uma vez, estamos encontrando candidatos muito talentosos e preparados. A diversidade musical e o nível técnico impressionam, o que reforça a grandiosidade do festival e torna o trabalho dos jurados bastante criterioso na escolha dos classificados para as próximas etapas”, afirma.
A diretora-geral de produção do festival, Maria Elita Pereira, destaca o trabalho antecipado da equipe para garantir a realização das seletivas em todas as regiões do Estado. “Enquanto as inscrições aconteciam, nossa produção já estava mobilizada na organização de toda a estrutura do festival. São 23 cidades envolvidas nesta primeira etapa e uma operação que exige planejamento, cuidado e integração entre equipes. Nosso objetivo é oferecer aos candidatos um ambiente acolhedor e preparado para que cada apresentação aconteça da melhor forma possível”, explica.
Onde serão as seletivas regionais
SERRANA
9 de junho – Curitibanos – Auditório da Secretaria de Educação e Cultura
10 de junho – Campos Novos – Clube Aqua Camponovense
11 de junho – Lages – Teatro Marajoara
VALE DO ITAJAÍ
16 de junho – Rio do Sul – Teatro Municipal Domingos Venturini
17 de junho – Blumenau – Teatro Carlos Gomes
18 de junho – Itajaí – Auditório do Centreventos Gov. Luiz Henrique da Silveira
GRANDE FLORIANÓPOLIS
1 de julho – Tijucas – Anfiteatro Leda Regina de Souza
2 de julho – Florianópolis – Teatro Ademir Rosa (CIC)
3 de julho – Santo Amaro da Imperatriz – Sindicato dos Trabalhadores Rurais
SUL
6 de julho – Araranguá – Centro Multiuso Araranguá
7 de julho – Criciúma – Auditório Ruy Hulse Unesc
8 de julho – Tubarão – Teatro da Arena Multiuso Prefeito Estener Soratto
EXTREMO OESTE
20 de julho – São Miguel do Oeste – Latitude Eventos
21 de julho – Maravilha – Centro Municipal Professor Francisco Gialdi
22 de julho – São Lourenço do Oeste – Teatro Professor Arno Ignácio Etges
23 de julho – Chapecó – Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes
MEIO-OESTE
27 de julho – Videira – Centro de Convenções Benjamin Chimello
28 de julho – Joaçaba – Teatro Alfredo Sigwalt
29 de julho – Xanxerê – Anfiteatro Unoesc
30 de julho – Concórdia – Teatro Municipal Maria Luiza de Matos
NORTE
3 de agosto – Mafra – Cine Teatro Emacite
4 de agosto – Jaraguá do Sul – Teatro SCAR – Pequeno Teatro
5 de agosto – Joinville – Teatro da Liga
Todas as apresentações das seletivas regionais serão abertas ao público, com entrada gratuita e início previsto para às 19h, exceto em Florianópolis, que a seletiva iniciará às 20h.
As semifinais (seletivas mesorregionais) serão realizadas em agosto e setembro, e a grande final acontecerá no dia 8 de novembro, no Trapiche da Beira-Mar Norte, em Florianópolis. Nesta última apresentação, os finalistas cantarão ao lado da Camerata Florianópolis. Os vencedores (primeiro lugar), tanto da categoria Infantojuvenil quanto da Geral, receberão uma premiação de R$ 22 mil e poderão subir ao palco junto à Camerata Florianópolis para um concerto na temporada 2026/2027. Os segundos colocados receberão o prêmio de R$ 11 mil, e os terceiros colocados, R$ 5,5 mil. Além disso, os 21 finalistas receberão uma ajuda de custo de R$ 2 mil.
O Santa Catarina Canta é uma realização do Governo do Estado de Santa Catarina por meio da Fundação Catarinense de Cultura, com a Produção Geral da Camerata Florianópolis.
Mais informações: Site: www.santacatarinacanta.com.br e www.cultura.sc.gov.br Instagram: @santacatarinacanta | @fcc.cultura Facebook: @FundacaoCatarinensedeCultura/
Santa Catarina acordou no auge do frio nesta quinta-feira (21 de maio). De acordo com dados levantados pela Epagri/Ciram, ao menos 18 cidades catarinenses registraram temperaturas negativas no início da manhã, com destaque para o Planalto Sul, onde a marca mais baixa foi observada em Bom Jardim da Serra, com -5,6°C, por volta das 3h. Em Urupema, considerada a cidade mais fria do Brasil, os termômetros marcaram -5,15°C, mas a sensação térmica chegou a -15°C.
A diferença entre a temperatura medida e a sensação térmica em Urupema é explicada pela presença de ventos fortes durante a madrugada. A Epagri/Ciram registrou rajadas de vento de até 43,9 km/h, às 4h, na cidade. Esse fator amplifica a percepção do frio pelo corpo humano e exige cuidados adicionais com agasalho, hidratação e atendimento a grupos vulneráveis.
Lista das 18 cidades com temperatura negativa
O ranking divulgado mostra a abrangência do fenômeno na Serra Catarinense, no Meio-Oeste e no Planalto Norte. Confira as temperaturas mínimas registradas: Bom Jardim da Serra (-5,6°C), Urupema (-5,2°C), Urubici (-4,1°C), Caçador (-2,8°C), Ponte Alta do Norte (-2,0°C), Lebon Régis (-2,0°C), São Joaquim (-1,9°C), São José do Cerrito (-1,6°C), Bocaina do Sul (-1,4°C), Bom Retiro (-1,4°C), Fraiburgo (-1,2°C), Ibiam (-1,0°C), Frei Rogério (-0,7°C), Brunópolis (-0,5°C), Santa Cecília (-0,3°C), Rio Rufino (-0,3°C), Monte Castelo (-0,1°C) e Canoinhas (-0,1°C).
Major Vieira (0°C) e Itaiópolis (0,1°C) ficaram na faixa de congelamento, também com formação de geada visível na vegetação. As marcas confirmam o avanço de uma nova massa de ar polar pelo estado, que vinha sendo monitorada pela Defesa Civil há vários dias.
Massa de ar polar derruba os termômetros
A onda de frio sobre Santa Catarina ocorre devido à chegada de uma nova massa de ar polar nesta quinta-feira (21), com força ainda maior que a observada nos dias anteriores. No Planalto Sul, as mínimas devem se manter próximas dos -5°C, segundo a Defesa Civil, colocando a região em alerta de risco moderado para ocorrências associadas ao frio, como desconforto térmico, hipotermia e agravamento de doenças cardiorrespiratórias.
Na maior parte do estado, as mínimas devem ficar entre 2°C e 8°C, com termômetros marcando até -1°C no Meio-Oeste e no Planalto Norte durante a madrugada e o amanhecer. Nos Planaltos, no Grande Oeste e em pontos do Vale do Itajaí, há chance de geada ao amanhecer. Permanece em vigor o alerta laranja para formação de geada na região serrana catarinense, com risco de perda de plantações.
Recomendações para o frio intenso
A Defesa Civil reforça uma lista de orientações à população durante o período mais frio. As recomendações incluem agasalhar-se adequadamente, manter animais domésticos abrigados do frio, beber bastante água mesmo em temperaturas baixas, higienizar frequentemente as mãos e evitar locais com aglomerações. Outra orientação é evitar atividades de navegação, pesca, esportes marítimos e banho de mar enquanto o mar permanecer agitado.
Idosos, crianças, gestantes, pacientes com problemas crônicos e pessoas em situação de rua compõem o grupo mais vulnerável neste tipo de evento meteorológico. Prefeituras das regiões serranas costumam ativar planos de assistência social, com abertura de abrigos noturnos para pessoas em situação de rua. Em casos de emergência, os contatos oficiais para acionamento são o 199 (Defesa Civil) e o 193 (Corpo de Bombeiros Militar).
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.
A equipe da Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família (SAS) iniciou nesta quarta-feira, 20, mais uma capacitação do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência – Conselho Tutelar (Sipia/CT), desta vez voltada para 71 conselheiros tutelares dos 22 municípios da Grande Florianópolis. A ação que vai até o dia 22 está sendo realizada na Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, em Florianópolis, pela Coordenadoria Estadual do Sipia-CT em Santa Catarina.
Além do Sipia-CT, os conselheiros serão capacitados sobre o Programa de Proteção à Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM) e ainda sobre as atribuições do conselheiro tutelar. “Estamos atendendo a uma solicitação dos municípios porque muitos conselhos tutelares têm conselheiros novos, então inserimos na capacitação do Sipia informações sobre as atribuições dos conselheiros tutelares e também trazemos casos na prática e falamos sobre como as questões devem ser encaminhadas”, explica a gerente de Políticas para Crianças, Adolescentes e Jovens da SAS, Graziela Mariot.
Para uma das representantes de Leoberto Leal essa é uma oportunidade de qualificar o atendimento no município. “Está sendo muito importante porque assumimos no conselho há quatro meses. Então, é fundamental porque estamos aprendendo tudo do início e a capacitação é um facilitador para fazer um trabalho mais qualificado no município”, disse Elaine Franzen.
O Sipia-CT contribui para a implantação e o funcionamento adequado dos Conselhos Tutelares e também para a efetivação do próprio Estatuto porque melhora as habilidades e o conhecimento dos profissionais. “Há dois anos o grupo de conselheiros de Balneário Arroio do Silva já esteve em uma outra capacitação. Entendemos que isso é primordial para o nosso trabalho e para que os nossos atendimentos tenham continuidade. É uma oportunidade que o Estado nos apresentou para que consigamos aprimorar o trabalho no nosso município de uma forma bem ativa”, finalizou Kíria Finger.
Mais informações: Jornalista: Luciane Lemos Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família (48) 3664-0916 e-mail: ascom@sas.sc.gov.br
O Pronampe Mulher, linha de crédito lançada na segunda-feira (19/5) pelo Governo do Estado e operacionalizada pela Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc), registrou 238 propostas e R$ 18 milhões em solicitações de crédito em menos de 72 horas de funcionamento. O resultado demonstra a expressiva demanda das empreendedoras catarinenses por crédito acessível.
Diante da procura, os recursos destinados às operações diretas pelo site do Badesc foram inteiramente comprometidos. A partir de agora, o acesso ao Pronampe Mulher ocorre exclusivamente por meio das cooperativas de crédito parceiras da instituição.
A linha oferece crédito de R$ 20 mil a R$ 100 mil por beneficiária, com prazo total de 48 meses, sendo 12 de carência e 36 para amortização. A taxa de juros é fixada em 1,66% ao mês, com 100% dos juros subsidiados pelo Governo do Estado. Para não perder o benefício a empreendedora deve manter em dia os pagamentos.
São elegíveis microempresas e empresas de pequeno porte que atendam a um dos seguintes requisitos, com comprovação de ao menos três meses antes da solicitação: Participação feminina superior a 50% no capital social; ou Participação feminina igual ou superior a 20% e ao menos uma administradora designada no documento constitutivo.
Distribuição geográfica das propostas
As 238 propostas recebidas refletem interesse em todas as mesorregiões do estado. O Oeste lidera em volume, concentrando 34,8% das solicitações, seguido pela Grande Florianópolis (24,9%) e Vale do Itajaí (15,8%). As regiões Sul e Norte respondem por 11,8% e 11,3%, respectivamente, e a região Serrana representa a parcela restante.
Como acessar o Pronampe Mulher agora
As empresas interessadas devem procurar diretamente uma das cooperativas de crédito parceiras do Badesc. Mais informações estão disponíveis no portal www.badesc.gov.br.
Santa Catarina deu mais um passo histórico na construção de um governo mais transparente e participativo. Na tarde desta quarta-feira (20), no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Estado (Alesc), em Florianópolis, foi lançado oficialmente o Plano de Ação Estado Aberto SC 2026, instrumento construído de forma colaborativa entre os três Poderes e a sociedade civil, alinhado às diretrizes da Open Government Partnership (OGP), parceria internacional criada para incentivar práticas de transparência, participação cidadã, inovação e colaboração entre governos e sociedade civil.
O evento reuniu representantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário estaduais, além de integrantes da academia e de organizações da sociedade civil, uma composição que explica o objetivo do plano: governança construída de forma coletiva e compartilhada.
Um marco para a gestão pública catarinense
O secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino, destacou o significado estratégico do lançamento. “A confiança do cidadão na Administração Pública se constrói com resultados, com abertura e com prestação de contas. Este Plano de Ação materializa nosso compromisso com uma gestão moderna, colaborativa e orientada à geração de valor público, aproximando as instituições da sociedade que servem”, afirmou o secretário.
Josino também ressaltou a conexão entre o Estado Aberto e o programa Avança SC, plataforma digital que mapeia as vocações de cada região do estado com base em cerca de 200 dados socioeconômicos, envolvendo 21 associações de municípios e 295 cidades. “Estado Aberto e Avança SC são convergentes: um garante a transparência e a participação no processo de governar, o outro transforma dados e escuta colaborativa em estratégias concretas de desenvolvimento”, disse.
Construção colaborativa como método
O processo de elaboração do plano teve início em novembro de 2025 e percorreu etapas que incluíram reuniões preparatórias, composição de um Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI), levantamento de projetos, avaliação temática e oficinas de cocriação realizadas em abril de 2026.
A coordenadora-geral de Governo Aberto da Seplan, Carolina Kichller, destacou o caráter simbólico do processo. “Construir o plano de ação de Estado Aberto de Santa Catarina foi um exercício de diálogo, de colaboração e também de construção coletiva. Tivemos oportunidade de reunir diferentes instituições envolvendo os três Poderes, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, mas também a academia e as organizações da sociedade civil”, afirmou.
Ela ressaltou que o próprio processo norteou os valores que se quer institucionalizar. “O resultado foi um plano construído de forma colaborativa, com compromissos voltados para a transparência, a linguagem simples, a participação social e a melhoria dos serviços públicos estaduais. Esse plano agora representa uma rede de instituições e de pessoas que acreditam que governar bem exige abertura, exige confiança e participação da sociedade”, disse a coordenadora.
Organização do Plano
O plano foi organizado em três eixos temáticos: Linguagem Simples e Transparência, Transparência e Accountability e Participação Social, que deram origem a três compromissos estratégicos:
Qualificar a gestão por meio da ampliação de canais de escuta, da promoção do diálogo com a sociedade civil e do compartilhamento de informações para a regionalização do desenvolvimento, com projetos como a Conferência Estadual das Cidades, o Avança SC e a Melhoria Colaborativa de Serviços Públicos.
Aproximar o Legislativo da população por meio do programa Alesc Itinerante, que descentraliza sessões plenárias para diferentes regiões do estado — e do Portal de Emendas, ferramenta digital que garante transparência e rastreabilidade na gestão dos recursos parlamentares.
Promover o acesso à justiça e aos direitos por meio da adoção de linguagem simples, da ampliação da transparência ativa e da integração dos canais de informação com a sociedade.
Implementação e próximos passos
A execução das ações está prevista para o período de maio a dezembro de 2026, com análise de resultados ao final do ano e perspectiva de um novo ciclo da agenda de Estado Aberto a partir de 2027.
Como membro da OGP, Santa Catarina submeterá o plano à organização internacional, e todos os documentos, registros e resultados do projeto serão disponibilizados publicamente no site da Secretaria de Estado do Planejamento.
Os governadores de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, que compõem o Codesul, assinaram um ofício contra a Política Nacional de Concessões Ferroviárias do Ministério dos Transportes.
O modelo do Governo Federal propõe a fragmentação da Malha Sul ferroviária.
O documento contesta a fragmentação da rede em diferentes corredores, aponta falta de diálogo com os estados e cobra participação efetiva nas decisões sobre um projeto considerado estratégico para a logística e a economia da região.
O ofício do Codesul contesta ainda a realização de oito leilões, entre eles, três que fragmentam a atual Malha Sul.
O entendimento do Grupo de Trabalho do Codesul é de que este formato não atende às expectativas necessárias para a recuperação do modal ferroviário no Sul do Brasil.
O coordenador do GT de Ferrovias do Codesul, Beto Martins, destacou a importância do tema ser abordado em parceria com os estados envolvidos.
SONORA
Os membros do Codesul sugerem ainda que o Ministério dê atenção a outros pontos, como a recuperação de trechos abandonados ou degradados, garantindo condições mínimas de funcionalidade antes da nova licitação.
Os Estados do Codesul informaram ainda ao MT que irão contratar estudo técnico complementar para aprimorar o modelo da futura concessão.
A Prefeitura de Lages reforçou nesta semana suas estratégias na área da habitação de interesse social com uma ação que une sustentabilidade, gestão eficiente de recursos públicos e benefício direto à população. O município incorporou ao seu patrimônio 11,07 metros cúbicos de madeira de pinheiro brasileiro, doados pela Polícia Militar Ambiental, em material apreendido em áreas do interior dos municípios de Vargem e Abdon Batista.
O valor estimado do lote, segundo a administração municipal, é de cerca de R$ 20 mil. Toda a madeira será aproveitada em projetos voltados a famílias em situação de vulnerabilidade, com prioridade para melhorias habitacionais e ações de regularização fundiária conduzidas pela Coordenação Habitacional e Regularização Fundiária da Prefeitura.
Apreensão se transforma em moradia digna
A iniciativa integra um conjunto mais amplo de estratégias desenvolvidas pela Prefeitura de Lages para enfrentar o déficit habitacional do município e ampliar o atendimento de famílias de baixa renda. O foco central é a melhoria das condições de moradia e a garantia do direito à habitação digna, considerado um dos pilares das políticas sociais municipais.
Ao direcionar material oriundo de apreensão ambiental para fins habitacionais, a administração busca aliar dois objetivos: garantir destino útil a um bem público que, de outra forma, ficaria sem aproveitamento, e gerar impacto concreto na vida das famílias mais vulneráveis. A medida amplia a capacidade de atendimento da política habitacional sem onerar o orçamento municipal.
Fala da prefeita
A prefeita Carmen Zanotto destacou a importância da ação para fortalecer o conjunto de iniciativas voltadas à área habitacional. “Estamos direcionando recursos e oportunidades para garantir melhores condições de moradia às famílias. A destinação dessa madeira representa uma solução inteligente, que transforma uma apreensão em benefício direto para quem mais precisa”, afirmou.
O posicionamento da gestora reforça a visão da administração de que recursos provenientes de apreensões ambientais podem ser reaproveitados em ações sociais, ao invés de seguirem para destruição ou armazenamento de longo prazo, prática comum em casos semelhantes em outros estados.
Coordenação Habitacional explica utilização
O executivo municipal da Coordenação Habitacional e Regularização Fundiária, Thiago Bettú, detalhou como o material poderá ser aproveitado no cotidiano dos serviços prestados pela pasta. “Esse material será fundamental para dar suporte às demandas que atendemos diariamente, especialmente em melhorias habitacionais e processos de regularização. É uma contribuição significativa que otimiza recursos e acelera entregas à comunidade”, explicou.
Entre as aplicações previstas estão reparos em residências de famílias em situação de vulnerabilidade, suporte estrutural em ações de regularização fundiária e intervenções pontuais em comunidades atendidas por programas municipais de habitação.
Parceria com a Polícia Militar Ambiental
A doação reforça a parceria entre a Prefeitura de Lages e a Polícia Militar Ambiental, instituição responsável pela fiscalização e pelo combate a crimes ambientais em Santa Catarina. A apreensão ocorrida em Vargem e Abdon Batista é resultado da atuação rotineira de combate à extração ilegal de madeira de pinheiro brasileiro, espécie protegida por legislação federal e estadual.
Em vez de ficar sem destino, o material foi formalmente repassado ao município, em procedimento previsto para casos dessa natureza. A iniciativa, segundo a prefeitura, deverá servir de modelo para novas ações similares, dentro da estratégia de transformar apreensões ambientais em ferramentas de política pública.
Habitação como prioridade
A área habitacional permanece no centro das prioridades da gestão municipal. A ampliação dos recursos disponíveis, mesmo via mecanismos alternativos como a destinação de bens apreendidos, faz parte da estratégia de acelerar entregas e ampliar o alcance dos programas sociais de Lages. A expectativa é que novas iniciativas semelhantes sejam anunciadas nos próximos meses, dentro do esforço de consolidação das políticas de moradia digna no município.
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.
Não passava pela cabeça de Orival Chaves que um passeio no parque Beto Carrero, nos anos 1990, poderia se tornar, literalmente, a semente de uma nova atividade econômica muitos anos depois, quando abandonou o setor de pesca para produzir açaí juçara. Ninguém poderia imaginar também que seu cultivo no sistema agroflorestal seria referência de produção sustentável e se tornaria vital para suprir a demanda diária de açaí dos conterrâneos da esposa, que vieram do Pará para viver em Santa Catarina.
“Eu trazia sempre a minha falecida sogra, dona Dolores, pra passar uns tempos com a gente e quando ela viu as baguinhas caídas no pé da palmeira, catou, provou e disse que era um açaí muito gostoso. Aí eu fui perguntar para o gerente do parque se a gente podia colher um cacho, ele deixou e ficamos comendo açaí o dia inteiro, sujou toda a roupa! Foi aí que tivemos a ideia de fazer plantação”, recorda.
Orival, hoje com 73 anos, disse que já tinha a chácara, na localidade de Rio Novo, em Itajaí, onde vive com a esposa Carmem, natural de Tucuruí (PA). Eles se conheceram em Brasília em 1973, e em 1982 se casaram e vieram morar em Santa Catarina. Com saudade dos frutos de sua terra, Carmem trouxe as primeiras sementes e hoje o casal produz 15 toneladas de açaí por ano, provenientes de 10 mil pés.
“Vendo que a palmeira produzia bem por aqui, a gente começou a visitar clientes em Blumenau, Curitibanos, Jaraguá do Sul, tudo quanto é lugar onde tinha pé de açaí nos quintais a gente ia colher. Agora não preciso buscar cliente, eles vêm de longe comprar o fruto. Eu já cheguei a vender 10 toneladas para um cara de Garuva”, revela o produtor.
Ele conta que Dona Dolores foi figura fundamental também na hora de agregar valor ao fruto, quando trouxe de Tucuruí uma máquina de beneficiar açaí com capacidade para 5kg. A produção de polpa, que era para consumo próprio, se tornou um negócio e, a partir de 2016, Orival deixou definitivamente a lida na pesca para viver da roça. Atualmente, a polpa é vendida congelada em sua propriedade para um público crescente, que não abre mão de um açaí puro, livre de xaropes e outros aditivos que descaracterizam o alimento diário dos brasileiros do Norte, consumido com arroz, peixe e farinha.
Reunião técnica teve direito à aula na floresta
O extensionista rural Antônio Henrique dos Santos (segundo à esquerda) foi o primeiro a identificar o potencial da propriedade no cultivo agroflorestal
A forma sustentável de produzir açaí a partir da juçara (Euterpe edulis), uma espécie nativa da Mata Atlântica protegida desde 2008, chamou a atenção do extensionista rural e engenheiro-agrônomo da Epagri, Antônio Henrique dos Santos, que trabalha com produtores de aipim da terra preta no Rio Novo e é entusiasta do sistema agroflorestal. Ele indicou a propriedade de Orival para a nutricionista e extensionista social Mabel Gomes Dias Lago, que organizou no dia 5 de maio a 1ª Reunião Técnica “Sistema Agroflorestal na Produção de Açaí Juçara” com o objetivo de inspirar outros agricultores a produzir o fruto de alto valor comercial, com a vantagem de manter a palmeira de pé.
Na programação teve relato da experiência de Orival, o extensionista rural Fábio Arenhart falou sobre legislação ambiental, material elaborado pela engenheira ambiental e extensionista social de Campos Novos, Julia Pereira, e Antônio deu dicas sobre manejo sustentável do solo e as vantagens de investir em um quintal agroflorestal para diversificar a alimentação da família e amenizar o calor.
Em seguida, os agricultores aprenderam como é realizada a colheita do açaí, já que a palmeira é alta e o povo do Sul não tem a mesma prática de subir no tronco como o pessoal da região Norte. Então, Orival escolheu um cacho bem maduro e cortou o caule com um bambu adaptado, fazendo o cacho cair no saco, segurado por um voluntário. Para que as frutinhas se soltassem, o produtor sacudiu o cacho e as frutinhas pretas estavam prontas para seguir para a pequena indústria de beneficiamento da chácara.
Na segunda parte do evento, Márcio Reis apresentou o programa “Juçaras por aí” e a agroindústria Barbacuá, localizada no Sul do Estado, que une preservação ambiental, educação e mobilização de agricultores para produzir açaí de forma sustentável. Para fechar, Mabel deu uma oficina culinária mostrando a versatilidade do fruto.
Oficina culinária demonstrou como agregar valor ao fruto
Um brownie a base de açaí e pasta de amendoim foi a receita escolhida para a oficina culinária
“A ideia do evento surgiu em janeiro, quando visitamos seu Orival para conhecer o cultivo e fiz uma postagem nas redes sociais. Um colega da Epagri de Tubarão viu o post e me colocou em contato com o Márcio, que além de fazer um trabalho pedagógico, compra a produção da agricultura familiar e está trazendo o projeto para o Litoral Norte”, conta Mabel.
Márcio Reis, 34, conta que começou a trabalhar com juçara em 2016, quando percebeu o seu potencial econômico e ecológico e passou a mobilizar os agricultores de SC e RS, que ficaram encantados com a proposta. “Era uma alternativa à extração de palmito, que se produz só uma vez e é arriscado, já que o corte da palmeira nativa é ilegal”, argumenta. Outra orientação para diversificar a produção e aumentar a renda é cultivar juçara em consórcio com outras culturas, como café sombreado e banana. Os interessados em aderir ao projeto podem acessar o perfil @somosbarbacua no Instagram.
Em 2019, ele montou a Barbacuá, que produziu 40 toneladas de polpa em 2025. A matéria prima vem do viveiro com 160 mil palmeiras no município de Praia Grande e de 80 agricultores. Em 2024, ele começou a promover oficinas pedagógicas em escolas e oficinas técnicas para produtores pelo projeto “Juçaras por aí”, que se expandiu para o Litoral Norte como estratégia de compensação ambiental. “O projeto foi aceito e indicado pelo Instituto do Meio Ambiente de SC (IMA) como agente de compensação socioambiental, fomentando o plantio e produção de juçara em nosso viveiro”, revela.
Projeto ‘Juçaras por aí’ ensina às crianças o valor da floresta em pé
Márcio promove ações nas escolas para estimular a conscientização ambiental e construir uma relação de afeto com a Mata Atlântica (Foto: Divulgação)
Segundo Márcio, o objetivo do projeto é espalhar dois milhões de sementes de juçara na região e outras nove espécies nativas da Mata Atlântica. E fomentar a relação dos agricultores familiares com os frutos nativos, envolvendo comunidades tradicionais e entusiastas da agrofloresta. Ao longo do mês, Márcio realizou ações educativas em escolas de Itajaí, Ilhota e Joinville para despertar nas crianças uma relação de afeto com a Mata Atlântica, sua fauna e flora e a beleza da floresta de pé.
Na chácara de Orival e Carmem, o ponto alto foi o verdadeiro banquete elaborado por Mabel e Julia, que produziram receitas à base de açaí. Para a oficina culinária, a receita escolhida foi um brownie funcional. Os presentes também provaram molho barbecue, pão e pudim de açaí. “Pensei em fazer uma oficina para mostrar outras formas de uso da polpa, não só como alternativa de consumo, mas também como fonte de renda. Mostrar que também podem vender outros produtos com alto valor de mercado”, afirma Mabel. A extensionista social de Luiz Alves, Amanda Novacoski, ajudou a servir as delícias.
Versatilidade no uso do açaí juçara em produtos de alto valor agregado surpreendeu os agricultores
Em termos nutricionais, Mabel conta que o açaí de juçara é rico em compostos bioativos, minerais, potássio, magnésio, ferro, vitamina E, C, A e antioxidantes. A seguir, uma das receitas que fizeram sucesso na Reunião Técnica:
Pudim de Açaí
Ingredientes 1 lata de leite condensado Polpa de açaí (utilizar a mesma medida do leite condensado) 6 ovos 1 xícara de açúcar (para a calda)
Modo de preparo Derreta o açúcar na forma de pudim, em fogo baixo e mexendo sem parar, até dissolver completamente, formando um caramelo. Espalhe a calda pela forma toda e reserve. No liquidificador, bata o leite condensado, a polpa de açaí e os ovos por cinco minutos. Transfira o conteúdo para a forma caramelizada e leve ao forno, pré-aquecido a 180 graus, para assar em banho-maria, por cerca de uma hora. Após assado, retire do forno, espere esfriar e leve à geladeira. Sirva gelado.
Por Renata Rosa, jornalista bolsista da Epagri/Fapesc
Informações para a imprensa Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri (48) 3665-5407 / 99161-6596
O Meio-Oeste catarinense entra no centro das atenções nesta semana com um pacote robusto de investimentos anunciados pelo governo do Estado. Em agenda cumprida na terça-feira (19 de maio), o governador Jorginho Mello assinou ordens de serviço e autorizou novas obras para os municípios de São Cristóvão do Sul e Curitibanos, em um movimento que combina ampliação do sistema prisional, mobilidade urbana e renovação de frota.
O destaque do pacote é a construção de duas novas unidades prisionais em São Cristóvão do Sul, que vão gerar 1.600 novas vagas. A iniciativa integra o programa Administração Prisional Levada a Sério, que prevê R$ 1,4 bilhão em recursos estaduais para ampliação e modernização do sistema prisional catarinense nos próximos três anos.
Sistema prisional ganha reforço
Segundo o governador, o fortalecimento do sistema prisional é uma medida considerada estratégica para garantir mais segurança à população catarinense. A escolha de São Cristóvão do Sul tem motivo: o Complexo Penitenciário do município já é referência em atividades laborais no sistema prisional do estado e concentra projetos voltados à ressocialização por meio do trabalho. A ampliação fortalece essa estratégia e abre espaço para mais oportunidades de capacitação e emprego dentro das unidades.
A construção das duas novas estruturas amplia a capacidade física do complexo e, segundo o governo, dará condições para ampliar oficinas, frentes de trabalho e programas de educação prisional, considerados peças centrais do modelo aplicado na unidade.
Avenida Lions ganha recapeamento
Em Curitibanos, o pacote inclui a ordem de serviço para fresagem, recapeamento, passeio e iluminação pública da Avenida Lions, principal ligação entre as rodovias SC-120 e BR-470. O investimento soma cerca de R$ 6 milhões, sendo aproximadamente R$ 5 milhões aportados pelo governo do Estado e R$ 1 milhão de contrapartida municipal.
A obra é considerada estratégica para o desenvolvimento urbano do município, já que a Avenida Lions concentra grande parte do fluxo de veículos pesados que cortam Curitibanos no sentido entre o Meio-Oeste e o Litoral Sul. A previsão é de melhoria significativa nas condições de tráfego, redução de custos de manutenção e maior segurança nas travessias urbanas.
R$ 11 milhões em máquinas e equipamentos
Além da obra de recapeamento, Curitibanos também recebeu máquinas, equipamentos e veículos para reforço da infraestrutura e dos serviços operacionais da prefeitura. O investimento totaliza aproximadamente R$ 11 milhões e amplia a capacidade do município de prestar serviços nas áreas de obras, manutenção viária, limpeza pública, defesa civil e zeladoria.
O conjunto, somado à obra na Avenida Lions, eleva o aporte total destinado a Curitibanos nesta agenda para algo em torno de R$ 17 milhões em ações de mobilidade urbana e renovação de frota.
Parceria entre Estado e municípios
Durante o evento, o governador destacou que Santa Catarina vive um momento de investimentos históricos em áreas essenciais e ressaltou a importância da parceria entre governo e municípios para garantir resultados concretos à população. A presença de prefeitos, vereadores e lideranças regionais no ato de assinatura reforçou o caráter estratégico do anúncio para o Meio-Oeste do estado.
O conjunto de medidas reforça a aposta do governo estadual em distribuir investimentos de grande porte para os polos do interior catarinense, em uma estratégia que vem se repetindo em outras regiões nos últimos meses, com foco em segurança pública, infraestrutura e renovação de frota.
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.