Capão Alto entra de vez para o mapa do agronegócio catarinense. Com aporte inicial estimado em R$ 75 milhões, o município se prepara para receber, no próximo dia 21 de maio, o lançamento do maior empreendimento agroindustrial já anunciado na Serra Catarinense. A nova estrutura, batizada de Granja 7 de Setembro, será voltada à produção de ovos férteis e nasce como peça estratégica para o fortalecimento da avicultura no Sul do Brasil.
O complexo é fruto de uma articulação conduzida pelo Grupo Rossi, que firma parceria comercial direta com a Seara Alimentos Ltda e a JBS para a destinação de toda a produção. A combinação aproxima Capão Alto, até então um município de perfil predominantemente agropecuário tradicional, do circuito de fornecedores de duas das maiores empresas do setor de proteína animal do país.
Negociação levou meses até a confirmação
De acordo com a prefeita Sadiana de Arruda Melo Coelho Lopes, as tratativas com o grupo investidor se estenderam por vários meses até a definição final. “Finalmente batemos o martelo e a granja será instalada em Capão Alto com 24 galpões, dedicados à produção de ovos férteis para fornecimento a incubatórios e produtores de frangos de corte de diversas regiões do Brasil”, afirmou a prefeita, ao detalhar o escopo da operação.
A escolha do município, segundo a gestão local, leva em conta a localização estratégica, a disponibilidade de área rural adequada e a infraestrutura de acesso pelas rodovias estaduais que cortam a Serra Catarinense, fatores considerados decisivos para viabilizar uma operação desse porte.
Capacidade de 48 milhões de ovos por ano
A Granja 7 de Setembro será instalada às margens da SC-390. Cada um dos 24 galpões terá aproximadamente 22 mil metros quadrados de área construída, com capacidade para alojar cerca de 14 mil matrizes. Ao todo, o complexo deverá reunir aproximadamente 230 mil matrizes em plena operação, com produção anual estimada em 48 milhões de ovos férteis destinados aos mercados regional e nacional.
Os ovos produzidos abastecerão incubatórios parceiros e produtores integrados de frangos de corte, dentro de uma cadeia que envolve abate, processamento e exportação. O modelo conecta diretamente a produção primária da Serra Catarinense às plantas industriais que dominam o setor avícola brasileiro.
Geração de empregos em duas fases
A obra deverá movimentar a economia local em duas frentes distintas. Durante a fase de construção, a expectativa é de aproximadamente 100 empregos diretos e ao menos 150 indiretos, beneficiando trabalhadores da construção civil, eletricistas, encanadores, motoristas e fornecedores de materiais da região.
Quando o complexo entrar em plena operação, o quadro fixo deverá contar com cerca de 80 colaboradores diretos. Outros 130 postos indiretos surgirão em atividades de apoio, como logística, manutenção, transporte de insumos, fornecimento de ração e serviços técnicos veterinários.
Impacto para o desenvolvimento regional
Para a administração municipal, o empreendimento representa um marco no esforço de diversificar a base econômica de Capão Alto, historicamente dependente da pecuária e da silvicultura. A entrada de um polo avícola de grande porte abre espaço para arrecadação tributária, formalização de mão de obra e atração de novos investimentos privados.
A iniciativa também reforça o protagonismo da Serra Catarinense na cadeia produtiva da proteína animal de Santa Catarina, um dos principais estados exportadores de carne de frango do mundo. A operação eleva o perfil agroindustrial da região e cria expectativa de novos anúncios no setor nos próximos meses.
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.


