A Prefeitura de Lages convocou para os próximos dias uma reunião do Grupo de Ações Coordenadas (GRAC) com o objetivo de reforçar o planejamento preventivo diante dos possíveis efeitos do El Niño no município. O encontro busca alinhar, entre diferentes órgãos e entidades, as medidas de monitoramento e resposta para reduzir riscos e dar mais segurança às famílias, principalmente as que vivem em áreas consideradas vulneráveis.
A reunião está marcada para quinta-feira (14), às 16h, no gabinete da prefeita. A condução ficará a cargo da própria prefeita e do secretário executivo da Proteção e Defesa Civil do município, que coordena as ações do GRAC e o acompanhamento diário das condições do tempo. A expectativa é que representantes de secretarias municipais e instituições parceiras participem para definir responsabilidades e fluxos de atuação.
O que muda com o El Niño
O El Niño é um fenômeno associado ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico que, em geral, altera o regime de chuvas e temperaturas em diferentes regiões. Para Santa Catarina, a tendência é de maior instabilidade, com aumento da frequência de temporais e volumes mais elevados de precipitação em períodos específicos, além de temperaturas acima da média em alguns meses.
Com base em análises de especialistas e discussões recentes em fóruns técnicos, o cenário apresentado para 2026 indica que os sinais do fenômeno podem se intensificar já a partir do inverno, com possibilidade de influência mais clara a partir de julho. Também há indicação de probabilidade elevada de formação do evento entre junho e agosto, com chance de fortalecimento na primavera, período em que normalmente crescem os riscos de chuva forte e episódios severos.
Prevenção e resposta integrada
O objetivo do GRAC é reunir diversos setores em uma mesma mesa para combinar ações antes que ocorrências mais graves se concretizem. Esse tipo de planejamento inclui, por exemplo, revisão de pontos críticos de alagamento, rotas de atendimento emergencial, organização de equipes para ocorrências de destelhamentos e queda de árvores, além de estratégias de comunicação para que a população receba orientações com rapidez.
Também entra no planejamento o acompanhamento de áreas de risco e a definição de protocolos para situações de enxurradas e alagamentos, que costumam exigir resposta coordenada entre Defesa Civil, serviços públicos, assistência social e saúde. A intenção é reduzir o tempo de reação e evitar que pequenas ocorrências se transformem em problemas maiores.
Para a população, a principal recomendação é acompanhar os alertas oficiais e adotar medidas preventivas quando houver previsão de tempo severo, como evitar transitar por vias alagadas, manter calhas e ralos desobstruídos e ficar atento a sinais de movimentação de encostas em locais suscetíveis. Com o planejamento antecipado, o município busca atravessar os próximos meses com mais preparo e capacidade de resposta.
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.


