NESTA EDIÇÃO: Santa Catarina de olho em Brasília. Eliseu na mira da Justiça. Onde há, as vezes não há! Receita Federal em Lages somente virtual. Internet 3G no Ivo Silveira. Discursos no palanque do Carnaval. Carnaval na Archilau ou na Marechal? Um trono para o Rei e a Rainha. FCL se esforçou e entregou um grande espetáculo
Julgamento
Todas as atenções voltadas para Brasília nesta terça-feira (10), quando o pedido de cassação do senador Jorge Seif será julgado no Tribunal Superior Eleitoral. A sessão está marcada para as 19h, e os dois processos contra o parlamentar figuram entre os três primeiros da pauta. Sete ministros votam no caso, e bastam quatro votos para condenar ou absolver o senador carioca eleito por SC — fenômeno eleitoral que, pelo visto, ainda inspira seguidores…
Cartas marcadas
Barão, o resultado de um julgamento tão absurdo já era conhecido antes mesmo da abertura da sessão. Portanto, não há qualquer surpresa ou preocupação. Tudo foi conduzido, como tantos outros casos, em condições absolutamente “fora do comum”. O que realmente importa é Brasília, onde ainda se acredita — ingenuamente ou não — que alguém lerá as mais de 35 mil páginas do processo e julgará à luz da razão. Enquanto isso, sigo com a vida normal e na estrada, falando com meus eleitores. O resto é teatro.
Onde há, não está
Parte da mídia decidiu que o Carnaval de Lages simplesmente não existiu. Do desfile de sábado à apuração de segunda-feira, o silêncio foi absoluto. Nenhuma linha, nenhuma imagem, nenhuma mísera menção. Curioso — para não dizer conveniente — já que se trata de um evento relevante e o público ficou órfão de informação.
Receita Federal
A Receita Federal, que já ostentou uma robusta estrutura na Avenida Presidente Vargas, depois encolheu, mudou-se para o Coral e agora desapareceu de vez, ficando somente atendimento presencial. Do temido “Leão da Receita” em Lages, sobrou apenas um Ponto de Atendimento Virtual no Balcão do Cidadão. E, como se fosse pouca coisa, o tema passou em branco pela Câmara de Vereadores. Nem um suspiro, nem um lamento. Nada.
Internet
A TV Câmara transmitiu os desfiles dos Blocos e das Escolas, mas, na hora mais importante — a apuração —, sumiu, apesar do anúncio prévio. Já alguns portais explicaram o sumiço com um clássico local: no Ginásio Ivo Silveira, a internet é tão ruim que só funciona em 3G, exigindo linha de transmissão. Tecnologia de ponta… dos anos 2000.
Palanque
Os desfiles também viraram palanque. Discursos pipocaram nas noites de Carnaval, tanto de Blocos quanto de Escolas. Em certos momentos, parecia lançamento oficial de campanha eleitoral. Teve até vereador discursando. Carnaval mesmo, ficou em segundo plano. Cena rara em Lages; inexistente no restante do país.
Local
Sem desfiles organizados pelo Município em anos anteriores, a Protegidos de São Carlos assumiu o comando e levou o evento para a Avenida Álvaro Neri dos Santos, no bairro Habitação. Depois, os desfiles migraram para a rua ao lado do Jones Minosso. Neste ano, com a Prefeitura retomando o protagonismo, surgiram críticas sobre o local — agora, descobriu-se que desfile “de verdade” só funciona se for no Centro. Antes, aparentemente, não fazia falta.
Perdidos
Difícil entender a presença constante do Rei Momo e da Rainha do Carnaval desfilando no meio das escolas. Totalmente desnecessário. Atrapalhou coreografias, evolução e organização. Não se vê isso no Rio, em Florianópolis ou em Joaçaba. Mas, por aqui, talvez seja inovação carnavalesca.
Organização
Não fosse o atraso monumental do desfile de sábado — previsto para as 20h e iniciado às 22h15min —, somado aos intervalos de mais de 40 minutos entre uma escola e outra, o restante funcionou legal A apuração, na segunda-feira, encerrou o evento com dignidade. Méritos à Carla Zanotto e à equipe da Fundação Cultural, que, apesar dos atrapalhos, entregaram um grande espetáculo à população lageana.

Era só, por enquanto
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